O regresso de Daniel Day-Lewis ao cinema era aguardado com expectativa desde que anunciou a sua retirada, em 2017. Oito anos após Phantom Thread, o ator britânico volta a protagonizar uma longa-metragem — Anemone, drama que marca também a estreia na realização do seu filho, Ronan Day-Lewis.
Detentor de três Óscares — conquistados com My Left Foot, There Will Be Blood e Lincoln — Day-Lewis construiu uma carreira marcada por escolhas raras e interpretações intensas. O seu afastamento do cinema foi entendido, à época, como definitivo. Por isso, o anúncio de Anemone foi recebido como um acontecimento no meio cinematográfico.
O filme, com 2h05 de duração, é um drama familiar centrado nas relações entre pais, filhos e irmãos. Day-Lewis interpreta Ray, um antigo soldado britânico que vive isolado, num exílio autoimposto, tentando lidar com traumas do passado. A sua solidão é interrompida pela chegada do irmão Jem, personagem de Sean Bean, que procura restabelecer os laços familiares e promover uma reconciliação com o filho que Ray abandonou. No elenco surge ainda Samantha Morton.
Apesar da curiosidade gerada pelos trailers e pelo simbolismo do regresso do ator, Anemone não teve, até ao momento, grande expressão nas bilheteiras internacionais, com receitas globais inferiores a 1,5 milhões de dólares. Ainda assim, a crítica tem destacado a entrega de Day-Lewis, sublinhando a intensidade dos seus monólogos e a capacidade de conferir densidade emocional a uma narrativa intimista.












