Com a estreia estrondosa de Jurassic World: Recomeço, Scarlett Johansson acaba de alcançar um marco inédito na história de Hollywood: tornou-se a atriz com maior bilheteira de sempre, ultrapassando tanto homens como mulheres no ranking global.
De acordo com o site The-Numbers, que compila dados de receitas de bilheteira a nível mundial, os filmes com participação de Johansson arrecadaram um total de 14,8 mil milhões de dólares. E mais impressionante ainda: a atriz conseguiu este feito com apenas 36 filmes, pouco mais de metade do número de participações de Samuel L. Jackson (71), agora relegado para segundo lugar.
O papel de Johansson como Viúva Negra no universo cinematográfico da Marvel foi determinante neste percurso, mas o novo sucesso da franquia Jurassic World consolidou o seu estatuto de fenómeno global. Jurassic World: Recomeço, lançado a 3 de julho, estreou com receitas estimadas em 318 milhões de dólares nos primeiros dias, e as previsões apontam para que ultrapasse facilmente a marca de mil milhões até ao fim da sua exibição.
O ranking dos 20 atores mais lucrativos da história do cinema continua amplamente dominado por homens e pelas produções da Marvel. Scarlett Johansson lidera agora a tabela, com Zoe Saldana (quarta posição) e Emma Watson (16.ª) como as únicas outras mulheres no top.
Este cenário reflete uma tendência da indústria: os recordes de bilheteira são, muitas vezes, alcançados por atores que fazem parte de elencos de grandes franquias. Sete dos dez nomes do topo têm ligação direta com o universo Marvel.
Apesar do feito histórico, a continuidade de Scarlett Johansson no topo pode não ser garantida. A personagem que interpreta no universo Marvel encontra-se morta, e não há indícios de regresso. Já Robert Downey Jr. deverá regressar em futuros filmes dos Vingadores, e Samuel L. Jackson continua envolvido em múltiplos projetos Marvel.
Por outro lado, Johansson está agora bem posicionada para se tornar um dos rostos principais da franquia Jurassic World, à semelhança do percurso de Chris Pratt. Se continuar a liderar blockbusters de grande escala, poderá manter (ou até reforçar) a sua posição no topo da bilheteira global.
Scarlett Johansson não é apenas um fenómeno de bilheteira. O seu percurso é um exemplo de gestão de marca pessoal: equilibrando blockbusters de ação com dramas independentes, colaborações com realizadores prestigiados e uma presença discreta mas assertiva fora dos ecrãs. Este novo recorde reforça o seu valor comercial e o seu apelo junto de estúdios, marcas e audiências globais.
Aos 40 anos, Johansson não só lidera o ranking de bilheteira, como consolida o seu estatuto como uma das figuras mais influentes e rentáveis da cultura pop contemporânea.












