Saiba por que nunca deve pagar as compras do supermercado com cartão de crédito

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27/10/2025
13:52
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Saiba por que nunca deve pagar as compras do supermercado com cartão de crédito

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O aumento do custo de vida leva cada vez mais consumidores a recorrer ao crédito para o dia a dia, mas os riscos financeiros são significativos.

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Nos últimos quatro anos, o preço dos alimentos aumentou 36%, segundo dados da Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU). Este contexto tem levado muitas famílias a utilizar o cartão de crédito para pagar as compras do supermercado em prestações, uma prática que, de acordo com o elEconomista, preocupa os especialistas em finanças pessoais.

Criados originalmente para facilitar compras de maior valor, os cartões de crédito estão hoje a ser usados com frequência crescente em despesas correntes. No entanto, esta tendência pode gerar uma “dívida invisível”, dificultando a perceção real dos gastos e comprometendo o equilíbrio do orçamento doméstico.

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O elEconomista destaca que pagar com cartão de crédito pode criar uma sensação enganadora de conforto financeiro. Ao adiar o pagamento, o consumidor tende a gastar mais do que o previsto e a acumular valores pendentes no final do mês. A isto somam-se comissões e juros elevados, em alguns casos superiores a 20%, que tornam o crédito uma opção dispendiosa e pouco sustentável.

Trata-se de um comportamento cada vez mais comum num contexto de aumento generalizado dos preços, mas que pode ter consequências graves para a gestão financeira das famílias.

Face a este cenário, o elEconomista sublinha que vários analistas defendem o regresso ao pagamento em numerário para as despesas diárias. Pagar com dinheiro físico permite ter uma perceção imediata do valor gasto e ajuda a evitar compras impulsivas.

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O uso do cartão de crédito deve ser reservado para aquisições de maior valor, como eletrodomésticos ou mobiliário, em que o pagamento a prestações pode estar devidamente planeado e justificado.

A OCU alerta que o uso excessivo do cartão de crédito pode trazer surpresas desagradáveis no final do mês. Embora permita adiar o pagamento em várias parcelas, esse alívio é temporário e frequentemente acompanhado de taxas anuais efetivas (TAE) que ultrapassam os 20%.

Por isso, a organização recomenda uma utilização muito restrita deste meio de pagamento e lembra que nunca deve ser usado para pagar as compras do supermercado.




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