Ao vestir as selecções nacionais desde 2018, a Sacoor Brothers encara o Mundial 2026 como mais do que uma plataforma de visibilidade
A relação entre a Sacoor Brothers e as selecções nacionais dura desde 2018 e assenta, segundo a marca, numa lógica de continuidade e alinhamento de valores. «Não se trata apenas de vestir as selecções feminina e masculina, mas de construir uma relação duradoura baseada em valores partilhados como excelência, rigor e orgulho nacional», afirma Sandra Silva, CEO da Sacoor Brothers Portugal. Para a responsável, é essa consistência que permite «aprofundar a ligação emocional com os adeptos e reforçar a credibilidade da marca ao longo do tempo».
O futebol assume hoje um papel relevante na estratégia global da marca. «É uma plataforma estratégica de enorme escala e relevância cultural», sublinha Sandra Silva, explicando que permite ampliar o posicionamento internacional da Sacoor Brothers junto de públicos alargados, mantendo uma narrativa premium centrada no detalhe, na elegância e na performance fora de campo.
A ligação ao desporto, porém, não se limita à Selecção Nacional. Ao longo dos anos, a Sacoor Brothers patrocinou clubes como o FC Barcelona, o SL Benfica e o FC Porto, estando também presente noutras modalidades. No último ano, foi patrocinadora do Estoril Open e de um torneio de padel realizado na Comporta. «O futebol é um desporto que está presente em todos os cantos do mundo», refere Sandra Silva, lembrando que a Sacoor Brothers conta actualmente com escritórios em Lisboa, Dubai, Riade e Kuala Lumpur.
Num evento da dimensão do Mundial, a notoriedade surge como consequência natural da exposição, mas o foco principal mantém-se no posicionamento. «O verdadeiro valor está na forma como a marca é percepcionada, consistente, aspiracional e alinhada com momentos de excelência», afirma a CEO.
É também essa lógica que, na visão da marca, distingue esta parceria de um patrocínio mais tradicional. «A Sacoor é uma marca que trabalha detalhe, sofisticação e excelência, e a Selecção Nacional representa exactamente esses mesmos valores ao mais alto nível.» A diferença está nessa coerência, «não é apenas uma parceria de exposição, mas um encontro de posicionamentos». Como resume Sandra Silva, «vestimos um símbolo de excelência global com um produto que respeita e eleva essa mesma exigência».
Construir uma presença duradoura
Para a Sacoor Brothers, vestir a Selecção é apenas o ponto de partida. «Hoje, é essencial construir um ecossistema de activação que envolva storytelling, presença digital, experiências e conteúdos que prolonguem essa ligação para lá do momento competitivo», explica Sandra Silva. Trata-se de um trabalho desenvolvido diariamente entre a Federação Portuguesa de Futebol e a Sacoor Brothers.
A associação que a marca tem vindo a construir com a Selecção assenta numa visão de longo prazo. Segundo a CEO, uma presença duradoura constrói-se com «consistência, coerência criativa e visão de longo prazo». Por isso, a estratégia passa por evitar abordagens oportunistas e privilegiar «uma narrativa contínua, com códigos visuais e mensagens reconhecíveis, que reforçam a associação à marca independentemente do contexto competitivo».
A crescente aproximação entre moda e futebol é vista como uma oportunidade para explorar novas ideias e aproximar públicos. O futebol tornou-se também uma plataforma de lifestyle e expressão pessoal, o que permite à Sacoor Brothers posicionar-se «não apenas como uma marca de formalwear, mas como parte integrante da cultura contemporânea».
Essa evolução acompanha igualmente a crescente importância do estilo dos jogadores dentro da própria narrativa do futebol. A marca procura responder através de peças que respeitam a sua identidade, mas que incorporam modernidade e versatilidade. «Procuramos inovar todos os anos para garantir um maior conforto aos jogadores, mantendo sempre a qualidade e a elegância.»
Num contexto de atenção fragmentada e excesso de estímulos mediáticos, a diferenciação continua a assentar na consistência e na qualidade. «As marcas que se destacam são aquelas que mantêm uma linguagem clara, estética cuidada e uma narrativa autêntica», considera Sandra Silva. «Não procuramos volume, mas relevância.»
Identidade global com raízes nacionais
A portugalidade continua a assumir um papel central na identidade da marca, embora seja trabalhada numa perspectiva contemporânea. «Trabalhamos valores como a excelência, sofisticação e atenção ao detalhe, que reflectem uma identidade portuguesa moderna e global», explica Sandra Silva.
Essa visão ganha particular relevância num Mundial como este, disputado em três países distintos – Estados Unidos da América, Canadá e México. A resposta da Sacoor Brothers passa por manter uma base de marca consistente, adaptada às especificidades de cada mercado onde opera. «Já é um trabalho que realizamos diariamente e que, naturalmente, continuaremos a fazer.»
A avaliação do impacto deste tipo de investimento vai hoje além da visibilidade. A marca atribui especial relevância à associação de valores e ao impacto no posicionamento. Como conclui Sandra Silva, «o objectivo não é apenas ser visto, mas ser escolhido e lembrado pelas razões certas».
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Mundial FIFA 2026” da edição de Junho (n.º 359) da Marketeer.












