Robôs humanoides estão a tornar-se mais inteligentes graças a um novo “cérebro”

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Marketeer
04/10/2025
16:00
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Robôs humanoides estão a tornar-se mais inteligentes graças a um novo “cérebro”

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A próxima geração de robôs humanoides está a aproximar-se cada vez mais do comportamento humano e não apenas em aparência ou movimento. Agora, graças a um novo avanço liderado pela NVIDIA, estes sistemas estão a adquirir capacidades cognitivas mais refinadas, com o objetivo de se tornarem verdadeiramente úteis em ambientes quotidianos e partilhados com humanos, conforme divulgado pelo portal 20minutos.

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A gigante tecnológica norte-americana anunciou o desenvolvimento de uma nova plataforma que combina simulação física avançada, modelos de raciocínio e infraestruturas de inteligência artificial. Esta inovação visa criar um padrão unificado e aberto para o futuro dos robôs humanoides, que historicamente têm sido aplicados sobretudo em contextos industriais, como fábricas e armazéns, onde automatizam tarefas repetitivas ou movimentam cargas pesadas.

A nova abordagem baseia-se numa plataforma chamada Isaac Lab, que integra três componentes principais: o motor de física Newton, o modelo cognitivo Isaac GR00T N1.6 e uma infraestrutura de IA otimizada para decisões em tempo real, segundo o artigo publicado pelo 20minutos.

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O Newton é um motor de física de código aberto concebido para permitir que os robôs humanoides aprendam a interagir com o mundo físico de forma realista. Este sistema é capaz de simular situações complexas — como caminhar em terrenos instáveis (neve, areia ou cascalho), ou manipular objetos frágeis como copos — de forma a que o conhecimento adquirido em ambiente virtual possa ser transferido de forma segura e eficaz para o mundo real, destacam os especialistas referidos pelo 20minutos.

Já o Isaac GR00T N1.6 funciona como um verdadeiro “cérebro” artificial. Este modelo de IA dá aos robôs capacidades de raciocínio avançadas, incluindo a interpretação de instruções ambíguas, a utilização de conhecimento prévio e a adaptação a novas tarefas. Em vez de apenas executar comandos simples, os robôs equipados com este sistema conseguem, por exemplo, abrir uma porta pesada, reorganizar objectos em função do contexto ou resolver pequenos problemas logísticos de forma autónoma.

A NVIDIA complementa esta arquitetura com uma infraestrutura de suporte robusta, que inclui servidores de alto desempenho e módulos de IA especializados, concebidos para garantir que os robôs consigam tomar decisões rápidas, precisas e adaptadas ao ambiente em que se encontram, reforça o 20minutos.

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Este avanço poderá acelerar significativamente a integração de robôs humanoides em contextos do quotidiano. Já há exemplos — como demonstrado recentemente na China — de robôs a desempenhar tarefas domésticas, interagir com crianças ou mesmo a participar em atividades comerciais, como fazer compras. O futuro em que os robôs partilham o mesmo espaço funcional com humanos parece, assim, cada vez mais próximo.






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