“Road to Rock in Rio faz parte da estratégia de reforço da presença internacional da marca”, Luís Soares, diretor de Marketing do Rock in Rio Lisboa

EntrevistaFacebook
Sandra M. Pinto
17/03/2026
09:45
EntrevistaFacebookLinkedin
Sandra M. Pinto
17/03/2026
09:45

Partilhar

O Rock in Rio Lisboa continua a afirmar-se como um fenómeno cultural global, capaz de transformar Lisboa numa referência internacional da música e do entretenimento. Com o lançamento do movimento Road to Rock in Rio, o festival leva o seu espírito para cidades estratégicas fora de Portugal, aproximando públicos internacionais e consolidando a presença da marca no mundo.

Por Sandra M. Pinto

Nesta entrevista exclusiva com Luís Soares, diretor de Marketing do Rock in Rio Lisboa, para a revista Marketeer, exploramos as escolhas estratégicas por trás desta iniciativa, o impacto no turismo e na cidade, e a forma como o festival se tornou uma plataforma cultural que vai muito além da música.

O que esteve na base da escolha de Londres para o arranque do movimento global Road to Rock in Rio?
Escolhemos Londres para lançar o movimento global Road to Rock in Rio porque é uma das grandes capitais culturais do mundo e um ponto de encontro natural entre criatividade, música e diversidade internacional. Mas houve também uma razão estratégica muito clara: o Reino Unido é historicamente um dos principais mercados emissores de público internacional para o Rock in Rio Lisboa. Muitos dos visitantes estrangeiros que recebemos todos os anos vêm precisamente deste mercado, o que torna esta escolha especialmente relevante não só do ponto de vista cultural, mas também turístico. O festival tem hoje uma dimensão muito forte enquanto plataforma de promoção internacional de Lisboa e de Portugal. Ao ativarmos cidades como Londres estamos também a lançar um convite global para que o público venha a Lisboa viver o festival e descobrir a cidade.
Depois seguimos para Madrid, que neste momento é o nosso principal mercado internacional em termos de visitantes. A escolha destas cidades reflete uma lógica muito clara: ativar geografias que já têm uma forte relação com o festival e transformá-las em embaixadores do Rock in Rio Lisboa.
O Road to Rock in Rio nasce exatamente com esse objetivo: levar o espírito do festival para diferentes cidades do mundo e convidar o público internacional a fazer parte da Cidade do Rock em Lisboa.

De que forma esta campanha pode contribuir para consolidar Lisboa como destino internacional de referência na música e no turismo?
Grandes eventos têm hoje um papel decisivo na forma como as cidades se posicionam globalmente. Na última edição, o Rock in Rio Lisboa recebeu mais de 300 mil pessoas de 106 nacionalidades e gerou um impacto económico estimado em cerca de 120 milhões de euros para a economia local. Estes números mostram que o festival é muito mais do que um evento musical é uma plataforma de promoção internacional de Lisboa e de Portugal, no mundo.
O Road to Rock in Rio reforça exatamente essa ambição. Ao ativarmos diferentes cidades internacionais, estamos a posicionar Lisboa como um ponto de encontro global onde cultura, música e turismo se cruzam. Em junho, Lisboa torna-se o palco onde o mundo se encontra e essa é uma narrativa extremamente poderosa para a promoção internacional da cidade.

Continue a ler após a publicidade

Que objetivos concretos pretendem alcançar com as ativações internacionais?
O objetivo é aproximar o festival das comunidades internacionais que historicamente já fazem parte da nossa audiência e, ao mesmo tempo, abrir a porta a novos públicos. O Rock in Rio Lisboa tem hoje uma audiência cada vez mais internacional e queremos continuar a crescer nesse sentido. Cada visitante estrangeiro que vem ao festival é também um visitante de Portugal alguém que descobre a cidade, a cultura e o país.
Por isso trabalhamos em articulação com entidades ligadas ao turismo, que têm precisamente a missão de promover Lisboa e Portugal enquanto destino internacional, mas também com marcas globais que amplificam esta presença mediática. Parcerias com marcas como a Coca-Cola, com uma presença e capacidade de comunicação global muito forte, são determinantes para projetar o festival e consequentemente Lisboa e Portugal em diferentes mercados internacionais.
Ao mesmo tempo, desenvolvemos iniciativas com parceiros estratégicos como a TAP Air Portugal, criando condições que tornam mais fácil e apelativo viajar até Lisboa para viver o festival. Mais do que promover um evento, estamos a promover uma experiência de destino e a reforçar o posicionamento do Rock in Rio Lisboa como uma marca global que liga pessoas, culturas e países.

Transformar o Palco Mundo no maior palco de sonhos representa uma nova etapa estratégica para o festival?
Desde a primeira edição que o Palco Mundo não é apenas o palco principal do Rock in Rio Lisboa é o verdadeiro coração do festival. Este ano ganha uma nova dimensão e significado, tornando-se numa construção coletiva que materializa o conceito de Stage for a Better World, através das mensagens recolhidas nas diferentes cidades por onde passa o movimento Road to Rock in Rio. Esta transformação traduz aquilo que o Rock in Rio Lisboa sempre foi: um festival de sonhos, feito para todas as pessoas e construído a partir da energia e das aspirações do seu público.
Nesta nova etapa, o Palco Mundo deixa de ser apenas um palco ou um espaço físico e passa a representar algo maior uma construção simbólica que reúne os sonhos e as mensagens das pessoas que fazem parte desta comunidade global, refletindo aquilo que todos desejamos para um mundo melhor.

Como será assegurada a integração dos sonhos na cenografia do Palco Mundo?
Ao longo das diferentes ativações do Road to Rock in Rio estamos a recolher milhares de mensagens e contributos do público. Esses conteúdos serão integrados num sistema audiovisual que fará parte da cenografia do Palco Mundo na Cidade do Rock. O resultado será um palco verdadeiramente único, onde os sonhos do público se tornam parte da narrativa visual do festival. É uma forma simbólica de mostrar que o Rock in Rio Lisboa é construído não apenas pelos artistas que sobem ao palco, mas também pelas pessoas que fazem parte desta comunidade global.

Continue a ler após a publicidade

Esta iniciativa integra uma estratégia mais ampla de internacionalização?
Sem dúvida. O Road to Rock in Rio faz parte de uma estratégia estruturada de reforço da presença internacional da marca. Hoje sabemos que a relação com o público não pode acontecer apenas nos dias do festival. Precisamos de estar presentes ao longo do ano, nos mercados prioritários, criando proximidade com as comunidades internacionais que fazem parte da história do Rock in Rio Lisboa. Esta presença contínua permite-nos consolidar o festival como uma marca global e reforçar Lisboa como um destino cultural relevante no panorama internacional.

Que expectativas têm relativamente ao impacto na venda de bilhetes e na captação de visitantes estrangeiros?
O nosso objetivo é continuar a aumentar o peso do público internacional no festival. Quando comunicamos o Rock in Rio Lisboa como um convite global, a decisão de viajar para Portugal torna-se parte da experiência. Não se trata apenas de assistir a concertos, trata-se de viver Lisboa, a sua cultura, gastronomia e energia. Com iniciativas como a parceria com a TAP Air Portugal, que oferece condições especiais de viagem para quem vem ao festival, estamos a tornar essa experiência mais acessível.
Esperamos assim não só reforçar a venda de bilhetes como também contribuir para dinamizar o turismo na cidade e no país.

Como pode o Rock in Rio Lisboa contribuir para afirmar Lisboa como cidade global da cultura e dos grandes eventos?
Grandes eventos funcionam como amplificadores da identidade das cidades. Sempre que levamos o Rock in Rio Lisboa para outras capitais do mundo, estamos também a levar Lisboa e Portugal connosco como destino criativo, cultural e aberto ao mundo. O impacto mediático do festival, aliado ao fluxo internacional de visitantes que gera, ajuda a posicionar a cidade nos circuitos globais da música, da cultura e dos grandes eventos.
Lisboa tem hoje todas as condições para ser uma das grandes capitais europeias do entretenimento e da criatividade, e o Rock in Rio Lisboa tem orgulho em fazer parte dessa afirmação.

De que forma o Road to Rock in Rio reforça o posicionamento da marca enquanto plataforma global de entretenimento?
O Road to Rock in Rio permite-nos expandir o festival para além do espaço físico da Cidade do Rock. Ao ativarmos diferentes cidades e envolvermos o público internacional, mostramos que o Rock in Rio Lisboa é uma experiência que vive durante todo o ano e em vários pontos do mundo. A música continua a ser o centro de tudo, mas a marca evoluiu para uma plataforma cultural e comunitária onde as pessoas participam ativamente.
É isso que faz com que o Rock in Rio seja mais do que um festival seja um movimento global.

Num contexto competitivo entre grandes festivais, que atributos diferenciam hoje o Rock in Rio Lisboa?
O Rock in Rio Lisboa diferencia-se porque nunca foi apenas um festival de música. É um verdadeiro ecossistema e plataforma global de comunicação, música, entretenimento, e cultura, com uma dimensão que vai muito além do modelo tradicional de festival.
Enquanto muitos eventos se concentram apenas no cartaz e nos concertos, o Rock in Rio Lisboa funciona como uma plataforma global capaz de gerar experiências, conteúdo e conversas relevantes à escala internacional. A Cidade do Rock é apenas o momento físico onde essa comunidade se encontra, mas a marca vive muito para além desses dias.
Durante o festival criamos uma verdadeira cidade de entretenimento, onde música, experiências, tecnologia, sustentabilidade e cultura coexistem num mesmo território. Desde espetáculos aéreos como o The Flight (espetáculo aérobatico) até áreas de experiência, espaços premium e ativações de marca, cada edição é desenhada para gerar momentos que transcendem o concerto e se tornam experiências memoráveis.
Um dos elementos que também distingue o festival é a forma como construímos o line-up. O cartaz do Rock in Rio Lisboa é pensado como um grande mosaico cultural, onde cada dia assume uma identidade própria e dialoga com diferentes, pessoas e gerações. Nesta edição, por exemplo, temos um dia claramente marcado pelo pop global com artistas como Katy Perry, um dia dedicado ao rock com nomes como Linkin Park, um dia de grandes lendas da música com artistas como Rod Stewart ou Cyndi Lauper, e ainda um dia mais urbano e contemporâneo, com artistas como 21 Savage, Central Cee, ou Matuê, que fala diretamente com as gerações mais jovens.
Esta estrutura permite que públicos muito diferentes encontrem no festival um dia com o qual se identificam, mas ao mesmo tempo cria um grande ponto de encontro onde todos coexistem dentro da mesma experiência. É essa capacidade de reunir diferentes estilos musicais, gerações e culturas num único evento que faz do Rock in Rio Lisboa um festival simultaneamente mainstream, intergeracional e culturalmente relevante.
Essa dimensão faz com que o festival seja também uma plataforma extremamente relevante para marcas nacionais e internacionais, que encontram aqui um território único para criar experiências e comunicar com audiências nacionais e internacionais de forma autêntica. É um espaço onde entretenimento, cultura e comunicação se cruzam.
O Rock in Rio Lisboa construiu ao longo dos anos uma ponte cultural que liga diferentes geografias, artistas e públicos, criando uma identidade verdadeiramente global.
É essa combinação de escala internacional, capacidade de gerar conteúdo e experiências, relevância para marcas e impacto cultural que faz com que o Rock in Rio Lisboa seja hoje muito mais do que um festival seja uma plataforma global de entretenimento que projeta Lisboa e Portugal para o mundo.

Continue a ler após a publicidade



Notícias Relacionadas

Ver Mais