Relações de amizade são o maior motor de felicidade em Portugal. Mais do que a família

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16/04/2026
19:00
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Relações de amizade são o maior motor de felicidade em Portugal. Mais do que a família

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A amizade continua a ser um dos pilares centrais do bem‑estar dos portugueses. Esta é a principal conclusão do estudo “A Amizade em Portugal. Como é? O que é que mudou?”, realizado pelo CIS‑Iscte e promovido pela Super Bock, que analisou os hábitos, perceções e transformações nas relações de amizade ao longo da última década. Os resultados são claros a mostrar que a qualidade das amizades tem um impacto até três vezes superior no bem‑estar das pessoas do que o número de amigos que possuem.

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O estudo, baseado numa amostra de 1000 inquiridos entre os 18 e os 64 anos, mostra que os portugueses valorizam sobretudo relações autênticas, confiáveis e emocionalmente significativas. Mais de metade descreve um bom amigo como “alguém que está sempre presente”, destacando ainda a confiabilidade, o apoio e a honestidade como características essenciais. A confiança surge como o valor mais determinante, seguida da intimidade, apoio e reciprocidade.

Apesar de 62% dos inquiridos afirmarem que a pandemia não teve impacto significativo nas relações sociais, os dados mostram o contrário, sendo que entre 2015 e 2025 se verificou uma diminuição tanto no número de amigos como no número de amigos íntimos. Esta tendência é particularmente evidente entre os mais jovens, que, embora continuem a ter mais amigos próximos do que os mais velhos, são também o grupo que menos convive presencialmente face a 2015.

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Ainda assim, o contacto presencial mantém-se como um elemento central na construção de relações de qualidade, com a maioria dos portugueses a encontrar-se com amigos pelo menos uma vez por semana, com destaque para os jovens: 63% convivem presencialmente com amigos semanalmente, face a 51% dos mais velhos. Mas, em ambos os grupos, a frequência de encontros diminuiu na última década.

Outro dos dados mais expressivos do estudo é o peso emocional da amizade, uma vez que, para os portugueses, a qualidade das relações de amizade tem três vezes mais impacto no bem‑estar do que o número de amigos e tem o dobro do impacto quando comparada com a qualidade das relações familiares. Este resultado reforça a importância das redes de apoio emocional fora do núcleo familiar, sobretudo num contexto social marcado por ritmos acelerados, maior mobilidade e menor disponibilidade para convívio regular.

“Este estudo reforça uma ideia que a Super Bock defende: a amizade continua essencial. As pessoas ainda querem estar juntas, mas têm menos tempo – o que mudou foi a frequência, não a vontade. Por isso, é cada vez mais importante criar momentos de encontro e promover relações autênticas, fundamentais para o bem-estar individual e coletivo”, diz Bruno Albuquerque, diretor de marketing cervejas e patrocínios do Super Bock Group, citado em comunicado.




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