Regresso às aulas: antes de comprar online, há um detalhe que pode evitar dores de cabeça

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01/09/2026
15:32
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Regresso às aulas: antes de comprar online, há um detalhe que pode evitar dores de cabeça

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O regresso às aulas está a aproximar-se e, com ele, chega uma das épocas do ano em que as famílias mais recorrem às compras para preparar o novo ano letivo. Entre material escolar, equipamentos tecnológicos, roupa e serviços educativos, a lista de despesas cresce e as compras online exigem atenção redobrada.

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É precisamente para alertar os consumidores para os riscos e cuidados a ter nesta altura que a Direção-Geral do Consumidor (DGC) e o Centro Europeu do Consumidor (CEC) Portugal lançaram a campanha digital “Regresso às Aulas: Antes de Comprar, Saiba a Diferença”.

Divulgada através dos canais digitais das duas entidades, a iniciativa pretende incentivar escolhas mais informadas e seguras, sobretudo no comércio eletrónico, numa altura em que aumentam as compras associadas ao regresso às aulas.

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Entre os principais alertas está a importância de saber quem está realmente a vender o produto. A DGC e o CEC chamam a atenção para as diferenças entre comprar a operadores económicos estabelecidos na União Europeia e adquirir produtos a vendedores localizados fora do espaço comunitário.

A utilização de marketplaces é outro dos pontos abordados. Antes de finalizar uma compra, os consumidores devem verificar as condições de venda, comparar preços e características dos produtos e perceber quem é o vendedor e quais os seus direitos caso alguma coisa corra mal.

A campanha procura, assim, antecipar problemas que podem surgir depois da compra, explicando também quais os procedimentos a adotar perante situações como produtos que não chegam, artigos diferentes dos encomendados ou dificuldades no contacto com o vendedor.

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O alerta surge num período particularmente exigente para os orçamentos familiares e numa altura em que as decisões de consumo vão muito além da compra de material escolar.

Entre 1 de janeiro e 25 de agosto de 2026, foram registadas 794 reclamações no Livro de Reclamações Eletrónico relativas a entidades privadas dos setores da educação e da infância.

O ensino superior concentra o maior número, com 239 reclamações, seguido das creches, com 174, da educação pré-escolar, com 122, dos estabelecimentos de ensino básico e secundário, com 106, e dos centros de estudos, com 69.

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Os números dizem respeito exclusivamente a entidades privadas abrangidas pelo Livro de Reclamações de capa vermelha e não incluem os estabelecimentos de ensino público, abrangidos pelo Livro de Reclamações Amarelo.

Entre os motivos que mais levam os consumidores a reclamar estão questões relacionadas com pagamentos, mensalidades e propinas, mas também com a prestação de serviços, acesso à informação, procedimentos administrativos e organização dos estabelecimentos.

Com a campanha “Antes de Comprar, Saiba a Diferença”, a DGC e o CEC Portugal procuram colocar a informação no centro das decisões de consumo. A mensagem é particularmente relevante numa época em que a pressa para preparar o regresso às aulas pode levar a compras pouco ponderadas: antes de clicar em “comprar”, vale a pena confirmar quem vende, em que condições e quais são os direitos do consumidor.






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