A diminuição do consumo de cafeína tem sido associada a mudanças na qualidade do sono e à intensidade dos sonhos. Observa-se que, poucos dias depois de reduzir o café, algumas pessoas experienciam sonhos mais nítidos, detalhados e emocionalmente intensos.
A cafeína funciona como um estimulante, bloqueando a ação da adenosina, uma substância química do cérebro que regula a sonolência, começa por referir a BBC. Este bloqueio atrasa a sensação natural de cansaço, interfere na profundidade do sono e provoca despertares frequentes durante a noite, especialmente na fase de sono profundo não-REM (NREM).
Quando a ingestão de cafeína é reduzida, o organismo consegue recuperar tempo na fase de sono REM, associada à produção de sonhos. Durante o sono REM, o corpo permanece relaxado, enquanto a atividade cerebral é elevada, permitindo que surjam imagens vívidas e emoções intensas. Um maior tempo nesta fase aumenta a probabilidade de recordar os sonhos, dado que estes permanecem frescos na memória ao acordar.
Embora não existam estudos científicos que comprovem diretamente que cortar no café intensifique os sonhos, os especialistas apontam para uma ligação plausível: menos cafeína resulta em sono mais contínuo, aumento do REM e, consequentemente, maior oportunidade de sonhar e de se recordar desses sonhos.
Os efeitos variam de pessoa para pessoa, e a experiência pode ser temporária, durando apenas alguns dias ou semanas. A cafeína continua a ter benefícios importantes, como melhoria da atenção, apoio à função cognitiva, fornecimento de vitaminas e antioxidantes, e redução do risco de algumas doenças neurodegenerativas.












