“Queremos assinalar os 20 anos da marca com um rebranding que lhe traga frescura e juventude”, Francisco Costa, CEO da Odisseias

EntrevistaNotícias
Sandra M. Pinto
09/09/2025
12:34
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Sandra M. Pinto
09/09/2025
12:34
“Queremos assinalar os 20 anos da marca com um rebranding que lhe traga frescura e juventude”, Francisco Costa, CEO da Odisseias

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Com 20 anos de história e mais de 6 milhões de vouchers vendidos, a Odisseias é hoje sinónimo de experiências memoráveis em Portugal. O percurso da marca acompanha a evolução dos hábitos de consumo dos portugueses, refletindo uma crescente valorização do tempo, do bem-estar e da partilha de momentos únicos, muito para lá do simples consumo de bens materiais.

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Por Sandra M. Pinto

Nesta entrevista com o CEO da empresa, Francisco Costa, exploramos a trajetória da Odisseias, que se tornou líder incontestável no mercado de experiências, e que soube adaptar-se com agilidade à digitalização, aos novos perfis de cliente e às transformações sociais, sempre com uma aposta forte na inovação, omnicanalidade e parcerias estratégicas. Conheça os desafios, as vitórias, e o que reserva o futuro desta marca que inspira milhares de portugueses a viver mais e melhor.

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20 anos, mais de 6 milhões de vouchers vendidos. O que é que este marco diz sobre a evolução dos hábitos de consumo dos portugueses?
Este marco reflete o crescimento do e-commerce em Portugal, impulsionado pela digitalização e pela procura de soluções mais rápidas e convenientes. Ao mesmo tempo, traduz as mudanças pós-pandemia, com os portugueses a valorizar cada vez mais experiências ligadas ao bem estar, ao tempo em família e à estabilidade. Mais do que um número, mostra a consolidação de uma tendência: a preferência por viver experiências em vez de acumular bens materiais.

Quando fundaram a Odisseias, imaginaram este tipo de escala e impacto no turismo e retalho nacional?
Sonhávamos em grande, mas a dimensão que a marca atingiu superou todas as expectativas. O impacto no turismo interno, no retalho e até no B2B é hoje evidente. A Odisseias tornou-se parte da vida dos portugueses, estando presente em momentos de celebração e descoberta.

Qual considera ter sido o maior desafio ao longo destas duas décadas e o maior momento de viragem?
O maior desafio e ao mesmo tempo a fórmula de sucesso é esta agilidade que sempre tivemos, de nos adaptar às condições do mercado e procurar as oportunidades certas. Foi essencial equilibrar o online com o retalho físico e criar um modelo que funcionasse tanto para quem queria oferecer presentes como para quem queria usufruir das experiências. Com isso criamos, sem dúvida, um modelo de negócio único que dá uma projecção à marca muito forte. Fomos resilientes, soubemos esperar e crescer de forma sustentável e mantivemos os valores da marca, colocando sempre o cliente no centro. Isso permitiu-nos ganhar escala, enquanto muitos concorrentes saíram do mercado ou perderam relevância. Hoje, a Odisseias é líder no segmento das experiências em Portugal.

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Há alguma experiência simbólica que represente bem o percurso da marca nestes 20 anos?
É sempre difícil escolher, mas uma das primeiras experiências que contratamos, e que ainda hoje mantemos com o mesmo parceiro, é o Voo de Balão. Uma atividade icônica no mundo das experiências, que simboliza bem o percurso da marca.

A Odisseias conseguiu manter um forte desempenho tanto no canal online como no físico. Qual é hoje o peso de cada canal nas vendas?
Hoje o peso é sensivelmente 50% online e 50% físico, algo pouco comum no panorama empresarial em Portugal. Este equilíbrio dá-nos uma das nossas maiores vantagens: uma verdadeira omnicanalidade.

Ainda faz sentido apostar tanto na presença em grandes superfícies, numa era tão digital?
Sem dúvida. O retalho continua a ser um parceiro fundamental e, em conjunto, procuramos constantemente inovar e reinventar-nos para atrair o público também para o canal offline.

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De que forma a vossa rede de 12 mil parceiros beneficia diretamente do vosso crescimento?
Os nossos parceiros beneficiam diretamente do nosso crescimento, não só através do aumento das vendas que geramos, mas também pela visibilidade que recebem. Em todos os nossos produtos destacamos as marcas parceiras, reforçando a sua exposição junto do público. O nosso modelo de negócio só faz sentido se acrescentar valor aos parceiros.

Como se gerem parcerias com mais de 700 agências de viagens num setor tão volátil?
A gestão de mais de 700 agências de viagens num setor tão volátil faz-se através de um modelo baseado na proximidade comercial, numa comunicação estruturada e na segmentação em clusters de desempenho. Apostamos em ferramentas digitais orientadas para o operador, sem descurar a importância dos packs físicos, que continuam a dar grande visibilidade à possibilidade de aquisição de qualquer outra experiência no site. Complementamos com campanhas integradas ao longo do ano, garantindo dinamismo e alinhamento. Este modelo permite manter relações de confiança, assegurar eficiência e responder com flexibilidade mesmo em contextos de incerteza.

Qual tem sido o papel do canal empresarial e dos programas de incentivos para empresas na vossa estratégia?
A área de Business Solutions da Odisseias, dedicada ao segmento empresarial, tem vindo a assumir um crescente peso estratégico. As experiências são hoje uma ferramenta poderosa para reforçar a ligação das empresas aos seus colaboradores, clientes e parceiros. Os programas de incentivos e recompensas permitem motivar equipas, fidelizar e conquistar clientes, ao mesmo tempo que diferenciam as marcas no mercado. Oferecemos soluções flexíveis, desde plataformas digitais e prémios personalizados até gift cards e campanhas à medida, apoiando as empresas na criação de iniciativas de reconhecimento com impacto real. Esta aposta está alinhada com a tendência global de valorização das experiências que falamos anteriormente. Mais do que um canal adicional, o segmento empresarial é uma alavanca estratégica de crescimento e diversificação, consolidando a Odisseias como um parceiro de confiança no mercado de incentivos e recompensas.

Como é que a aposta na digitalização, nomeadamente na reserva online e na experiência omnicanal – impactou a experiência do cliente?
A digitalização permitiu-nos melhorar de forma significativa a experiência do cliente. Hoje, a marcação de um voucher é quase totalmente digital e muito mais intuitiva, dando ao cliente maior autonomia e conveniência.

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Durante muitos anos, a marcação de experiências era um processo mais moroso. O que mudou com as novas funcionalidades digitais?
Hoje, a grande maioria das marcações já é feita online e, nos próximos dois anos, queremos chegar aos 100% das marcações digitais, acessíveis em poucos cliques. Este avanço simplificou muito a experiência do cliente final e também dos nossos parceiros, que deixaram de ter de gerir marcações por telefone.

O que têm feito para garantir uma experiência simples e fluida, desde a compra até à utilização dos vouchers?
Temos investido bastante em integração tecnológica com os nossos parceiros, garantindo a máxima disponibilidade no sistema e um processo de compra e utilização sem fricções. Apostamos também na flexibilidade: hoje é possível trocar facilmente um voucher por qualquer experiência e marcá-la no mesmo momento.

Podemos dizer que a Odisseias já é uma “tech company”?
Ainda temos caminho a percorrer e queremos continuar a investir em tecnologia. No entanto, tendo ainda cerca de 50% do negócio no retalho, não podemos dizer que somos 100% uma tech company, embora a tecnologia seja já uma parte central da nossa estratégia.

Que papel têm os dados e a personalização na forma como recomendam ou desenham experiências para os clientes?
Nos últimos dois anos investimos numa ferramenta de CRM que nos permitiu dar passos importantes na personalização. Hoje, muitos dos produtos apresentados no site já são adaptados com base nos dados partilhados pelos clientes, oferecendo recomendações mais relevantes. Sem dúvida, a personalização é uma área onde vamos continuar a investir.

O rebranding da Odisseias em 2025 marca uma nova era para a marca. O que motivou esta mudança agora?
Sentimos que a marca também tem de evoluir, não apenas os nossos serviços, que se tornaram mais inovadores, ou os nossos produtos, que são cada vez mais atrativos. A marca tem de refletir esse avanço. Por isso, quisemos assinalar os 20 anos com um rebranding que lhe trouxesse frescura e juventude, e que se materializa também no novo site que estamos prestes a apresentar.

Quais foram os principais objetivos estratégicos do rebranding: atrair novos públicos, modernizar a imagem, reforçar a identidade?
Sem dúvida, rejuvenescer e modernizar a marca, de forma a atrair públicos mais jovens e preparar o caminho para os próximos 10 anos.

O novo logótipo e site acompanham uma nova proposta de valor? O que mudou na essência da marca e o que ficou igual?
A proposta de valor não mudou: queremos continuar a ser o site de referência de experiências em Portugal, seja para presente ou para usufruto próprio. O que reforçámos foi a ambição de ter 100% das experiências com marcação online, garantindo ainda mais conveniência e autonomia ao cliente.

Como foi o processo criativo e de desenvolvimento da nova identidade visual? Foi feito in-house ou com parceiros externos?Grande parte do nosso trabalho criativo é feito in-house, tal como acontece com a maioria dos nossos projetos e campanhas. Isto permite mantermos o ADN da marca muito presente em cada detalhe e garantir que a nova identidade reflete de forma autêntica a essência da Odisseias.

De que forma o rebranding vai ser comunicado ao mercado? Que canais e formatos estão a usar para envolver o público nesta transição?
O rebranding está a ser comunicado de forma multicanal, combinando presença digital e física. O pontapé de saída foi dado nas redes sociais e, em breve, vamos apresentar o novo site. No retalho, onde temos uma presença muito forte, os clientes começarão também a sentir esta identidade renovada. O objetivo é envolver o público nesta nova fase da marca através de conteúdos que mostram a evolução da nossa imagem, mas também criar campanhas criativas que assinalem estes 20 anos, como a que temos atualmente a decorrer, onde oferecemos um ano de experiências grátis.

Que métricas ou KPIs estão a usar para avaliar o impacto do rebranding?
Olhamos para o alcance e engagement das campanhas, assim como para indicadores de experiência do cliente, como o NPS. Acompanhamos também o impacto em vendas e conversões. Para complementar, temos previsto um estudo de brand awareness após o lançamento do novo site.

O consumidor atual está mais atento ao propósito e autenticidade das marcas. Como é que a nova imagem da Odisseias comunica esses valores?
A nova imagem da Odisseias reflete aquilo que somos: uma marca próxima, autêntica e focada em criar momentos memoráveis. Parte do rebranding passa por usar imagens genuínas, com pessoas reais a viverem experiências reais, algo que já vínhamos a explorar nas nossas redes sociais e que agora ganha ainda mais força na identidade da marca.

Como está a Odisseias a adaptar a sua comunicação a novas gerações, como a Gen Z ou os jovens adultos?
Apostamos em conteúdos e formatos mais próximos destas gerações. A presença no TikTok é um exemplo claro dessa estratégia, permitindo-nos comunicar de forma mais criativa, autêntica e em linha com os conteúdos que estas gerações consomem.

Nas redes sociais, temos visto um foco crescente em conteúdos com “point of view” (POV). Como isso se encaixa na nova estratégia de marketing?
Os conteúdos em formato POV encaixam naturalmente na nossa estratégia, porque nos permitem mostrar a experiência pelos olhos de quem a vive. Utilizamos uma linguagem mais direta e visual, com imagens e vídeos captados pelos nossos embaixadores e clientes, transmitindo autenticidade e emoção. Nada comunica melhor a Odisseias do que estes momentos reais e felizes.

O marketing experiencial está no vosso ADN. Como equilibram emoção, conversão e escalabilidade nas campanhas atuais?
A emoção está presente na forma como comunicamos as nossas experiências, no tal POV. A conversão é suportada pelas ferramentas digitais que nos permitem acompanhar e otimizar todo o processo de compra e marcação. Já a escalabilidade é garantida pelo nosso modelo omnicanal, que nos dá alcance a milhões de pessoas. É, sem dúvida, esta combinação que nos tem permitido crescer.

A omnicanalidade é hoje uma exigência. Como têm integrado a experiência entre o físico e o digital de forma consistente?
No online oferecemos conveniência e autonomia, com processos de compra e marcação simples e rápidos. No retalho, a nossa presença é assegurada através de revendedores, onde investimos em merchandising para criar espaços de qualidade que satisfazem clientes e parceiros e funcionam como áreas de conversão eficazes. Este investimento no ponto de venda físico potencia a satisfação e reforça a harmonização da marca entre canais. Todas as campanhas são cuidadosamente sincronizadas, garantindo consistência e mostrando que online e físico se complementam, sempre com o mesmo foco: oferecer a melhor experiência ao cliente.

Que papel têm as parcerias estratégicas (com retalhistas, agências ou influenciadores) na nova fase da marca?
Estas parcerias desempenham desde sempre um papel muito importante no nosso crescimento. São elas que nos permitem ampliar escala, reforçar notoriedade e garantir proximidade com diferentes perfis de clientes. Mais do que canais de distribuição ou comunicação, estas parcerias criam um ecossistema integrado que fortalece a nossa proposta: disponibilizar experiências relevantes, acessíveis e de confiança, em todo o país. É através desta rede que conseguimos chegar mais longe, diversificar públicos e consolidar a liderança da marca, combinando a nossa curadoria e inovação com a força e credibilidade de parceiros que partilham a nossa visão.

A Odisseias vende ‘experiências’ como se mantém a autenticidade e a magia num modelo de negócio tão escalável?
O que nos permite escalar mantendo qualidade é o investimento contínuo na organização e nas nossas equipas. Apostamos fortemente em talento, processos e tecnologia, garantindo que conseguimos crescer em volume sem comprometer a experiência. Além disso, não somos um marketplace tradicional onde qualquer operador pode vender, selecionamos criteriosamente os nossos parceiros e é esse modelo curado que assegura que cada experiência mantem a autenticidade e a magia que nos distingue.

O que procuram hoje os clientes quando compram uma experiência: evasão, partilha, originalidade ou conveniência?
Os clientes procuram um pouco de tudo: evasão para sair da rotina, partilha de momentos com quem mais gostam, originalidade para viver algo diferente e também conveniência na forma como compram e marcam. O que vemos é que cada vez mais valorizam experiências que criam memórias, que juntam pessoas e que, ao mesmo tempo, são simples de adquirir e usufruir.

Qual foi o insight mais surpreendente que aprenderam com o comportamento dos vossos clientes?
Um dos insights foi precisamente perceber que muitos clientes já não compram apenas para oferecer, mas também para eles próprios usufruírem. Em média, 1200 pessoas vivem experiências Odisseias por dia e, só em estadias, fazemos mais de 250 marcações diárias. Estes números mostram bem como as pessoas procuram cada vez mais viver momentos, desligar da rotina e aproveitar mais os momentos.

A vossa estratégia de conteúdos é muito focada na emoção e no storytelling. Como garantem consistência com a proposta da marca?
A nossa marca é feita de pessoas para pessoas e isso é o que guia toda a nossa comunicação. Usamos a emoção e o storytelling para transformar a proposta da marca em experiências reais que inspiram e ficam para sempre na memória. Embora estejamos atentos às tendências e tenhamos evoluído ao longo dos anos, nunca deixamos de lado aquilo que nos define: mostrar a magia de viver a vida de forma leve, com momentos que nos marcam. Mantemos consistência através de uma identidade visual e narrativa coerente, mas sempre com a flexibilidade necessária para adaptar a mensagem a diferentes formatos e contextos. No fundo, queremos que cada conteúdo seja imediatamente reconhecido e reflita o verdadeiro espírito da marca.

Faturaram 1,5 milhões de euros só na categoria spa e bem-estar em 2024. Quais são os segmentos com maior potencial de crescimento nos próximos anos?
Acreditamos que, com a implementação de melhores ferramentas de marcação online, categorias como Spa & Bem-Estar e Lazer têm um potencial de crescimento incrível, já que ainda estão numa fase de maturação digital inferior à Hotelaria e Restauração. À medida que a reserva online se tornar mais simples e imediata, estas áreas vão acompanhar a tendência e ganhar cada vez mais relevância.

Que novas categorias ou experiências podemos esperar ver em breve no vosso catálogo?
Lançámos recentemente a categoria de Head Spa, que rapidamente se destacou no universo wellness como a quinta mais procurada. Continuaremos a apostar em experiências únicas e diferenciadoras, difíceis de encontrar de forma independente, como o rally ou a condução de supercarros em autódromos.

Como é que a Odisseias se está a preparar para lidar com concorrência internacional e plataformas globais de experiências?
Acredito que estamos bem preparados para enfrentar a concorrência. Enquanto muitas destas plataformas se focam sobretudo no turismo externo, a nossa atuação centra-se no público interno, onde a autenticidade é determinante e mais escrutinada. É aí que nos distinguimos, ao curar e oferecer experiências alinhadas com os gostos e hábitos dos portugueses, algo difícil de replicar por players globais.
O nosso conhecimento profundo do mercado e a proximidade com os parceiros permitem-nos garantir uma proposta de valor única: experiências relevantes, fiáveis e adaptadas à cultura nacional. Mais do que competir diretamente, posicionamo-nos como o player de referência em Portugal, apoiados na confiança, autenticidade e proximidade, complementados por uma forte aposta em tecnologia e inovação.

Como imaginam a Odisseias daqui a 5 anos e o que ainda falta conquistar?
A Odisseias é hoje a marca de referência no mercado das experiências em Portugal, líder no segmento de quem compra para oferecer. O nosso desafio e oportunidade para os próximos anos está em ampliar de forma decisiva a presença no segmento de quem compra para si próprio, capturando um enorme potencial ainda por explorar. Continuaremos a expandir em categorias já consolidadas, como hotelaria e restauração, mas também a liderar a digitalização de áreas menos maduras, como lazer, wellness e aventura. O nosso caminho passará por fortalecer ainda mais as relações com os parceiros, apostar fortemente na tecnologia e assegurar que cada etapa, desde a compra e marcação ao usufruto da experiência, seja fluida, inovadora e de elevada qualidade. Daqui a 5 anos, a nossa ambição é clara: consolidar a posição de referência no gifting e ser igualmente a primeira escolha de quem procura viver experiências memoráveis para si próprio.

Qual tem sido o impacto direto da Odisseias na economia local e no turismo interno?
Fomos um dos motores na transformação do setor, ajudando a criar escala, dar visibilidade e profissionalizar inúmeras experiências em Portugal. Nada disto seria possível sem os nossos parceiros, que concebem e entregam as experiências. O nosso papel é ser o catalisador: amplificar a sua capacidade de chegar a mais pessoas, gerar mais negócio e valorizar o turismo interno. O número de parceiros cresceu exponencialmente nestas duas décadas e esse crescimento expandiu diretamente o mercado endereçável. Fizemos parte ativa desse processo e continuaremos a fazê-lo, apoiando o desenvolvimento de novas ofertas e elevando os padrões de qualidade. A nossa ambição é continuar a impulsionar o ecossistema de experiências em Portugal, garantindo que o país oferece sempre as melhores opções de lazer, turismo e bem-estar, aliando escala à autenticidade.

Como se equilibra o crescimento do negócio com o compromisso social?
Caminham lado a lado na Odisseias. Acreditamos que o sucesso da marca só faz sentido se também gerarmos impacto positivo na sociedade. Ao longo dos anos temos apoiado diversas causas e instituições, através da nossa Loja Solidária e de ações de voluntariado das equipas. Um exemplo é a Operação Nariz Vermelho, organização que apoiamos há vários anos e que este ano tivemos o orgulho de receber no nosso escritório.

A Loja Solidária nasceu na pandemia que papel tem hoje na vossa estratégia de responsabilidade social?
Hoje é um projeto estável que continua a apoiar causas sociais. É também uma forma de envolver clientes e parceiros num movimento de solidariedade conjunta.

Os vossos parceiros sentem que, ao trabalhar com a Odisseias, estão a construir algo maior do que uma simples venda?
Sem dúvida. Trabalhar com a Odisseias não é apenas vender experiências, é fazer parte de um movimento que valoriza o lazer, a partilha e a qualidade de vida em Portugal.

Se tivesse de descrever o futuro da Odisseias numa só frase, qual seria?
Inspirar as pessoas a viver mais e melhor, através de experiências.

 




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