“Queremos abrir as portas aos nossos clientes para que nos visitem. A loja na Comporta é um bom exemplo”, assegura Marta Silva Carvalho (Dils)

EntrevistaNotícias
Maria João Lima
05/08/2025
11:03
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“Queremos abrir as portas aos nossos clientes para que nos visitem. A loja na Comporta é um bom exemplo”, assegura Marta Silva Carvalho (Dils)

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Entrou no mercado português em Junho do ano passado através da compra da Castelhana (braço residencial) e com o objectivo de combinar esse legado com a ambição de expandir, como Dils, para os segmentos de imobiliário comercial (área comercial).

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Para isso foi criada, desde a raiz, uma equipa comercial (Escritórios; Retalho; Logística e DataCenters;  Hotelaria, Living e Natural Capitals e Developments), operando num modelo híbrido entre legado e inovação, tradição e espírito start-up. Começou com 85 pessoas (que faziam parte da estrutura da Castelhana) e, um ano depois, a Dils conta com 170 colaboradores (área residencial, área comercial e áreas de suporte).

Com uma equipa multidisciplinar e operações em Itália, Portugal, Espanha e Países Baixos, a Dils oferece, a nível global, serviços integrados nos segmentos de escritórios, retalho, logística, hotelaria e residencial.

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Em conversa com a Marketeer, Marta Silva Carvalho, directora de Marketing da Dils, revela como é que têm estado a romper com o status quo de um sector tradicionalmente formal e qual o papel que a Dils Week teve na estratégia de estreitar laços entre colaboradores, clientes e parceiros.

Um ano depois da entrada da Dils em Portugal, que balanço faz da construção da marca no mercado nacional?

O balanço deste primeiro ano é muito positivo. Continuamos a consolidar a nossa presença no mercado português e temos vindo a registar um crescimento consistente, com cada vez mais negócio, tanto no segmento residencial como no imobiliário comercial.

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Ao longo deste ano, lançámos uma campanha multimeios, inaugurámos o nosso escritório, o espaço onde fazemos o negócio acontecer, desenvolvemos diversas iniciativas internas sempre com o foco de construir a nossa cultura Dils, num ambiente de proximidade e partilha. A comunicação interna, aliás, tem sido uma base capilar para a construção da marca.

É importante destacar que este percurso só tem sido possível graças à escolha das pessoas certas e que têm vindo a fazer parte da equipa. As ideias tornam-se mais fortes quando são alimentadas por empatia, confiança e respeito mútuo, valores que têm sido determinantes na forma como temos vindo a construir a marca em Portugal. Ainda temos muito caminho pela frente, mas estamos entusiasmados com tudo o que já conquistámos e com as oportunidades que se avizinham.

Quais foram os maiores desafios enfrentados?

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A entrada da Dils no mercado português aconteceu através da aquisição da Castelhana, um marco que trouxe o desafio (e a oportunidade) de juntar o melhor dos dois mundos: a experiência e solidez da Castelhana com a energia e visão inovadora da Dils. Desde então, criámos uma área de negócio, reforçámos a equipa (que passou de 85 para 170 pessoas) e apostámos num ambiente cada vez mais colaborativo. O nosso foco tem sido manter tudo o que já funcionava bem, mas com espaço para inovação e crescimento. A mistura de culturas já é uma parte fundamental do nosso sucesso.

O maior desafio foi e é lançar uma nova marca num mercado já bastante consolidado. No entanto, com uma equipa já com trabalho reconhecido no sector e com a mesma ambição e vontade de inovar fez toda a diferença. Apesar de a marca Dils ser uma marca italiana, e de existirem, naturalmente, directrizes e suporte que nos chegam da casa mãe, o trabalho e todo o crescimento tem sido feito de forma muito colaborativa e com uma independência local forte.

Definir o que é a marca e como queremos construí-la tem sido muito desafiante e, ao mesmo tempo, motivador. As marcas, tal como as pessoas, têm personalidade e parte do nosso trabalho é moldar a identidade da Dils, sempre ligada ao nosso core: o mercado imobiliário.

Outro grande desafio tem sido responder a um público cada vez mais exigente. Já não basta afirmar que estamos aqui para ajudar, é essencial demonstrar como o fazemos, qual é a nossa proposta de valor, o que nos distingue e porque é que nos devem escolher. Acreditamos que a Dils veio trazer uma lufada de ar fresco ao mercado e, através de uma grande agilidade e suportado por uma grande componente tecnológica e digital, temos procurado ir ao encontro das novas exigências dos clientes.

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Como foi o processo de integração entre o legado da Castelhana e a visão inovadora da Dils?

A entrada estruturada da Dils em Portugal deu-se precisamente através da aquisição da Castelhana, uma das principais referências nacionais no segmento de novos empreendimentos residenciais. Com um portefólio de mais de 600 projectos de reabilitação e construção nova, a Castelhana trouxe uma base sólida para dar início à nossa estratégia de crescimento no mercado português.

O processo de integração tem corrido muito bem. A Castelhana já tinha um posicionamento sólido no mercado residencial, com um know-how reconhecido e uma reputação construída ao longo de mais de 25 anos. A integração foi feita de forma colaborativa, respeitando o legado da Castelhana, mas introduzindo uma nova dinâmica com a criação da área de Commercial Real Estate. Tem sido, acima de tudo, um processo que alia a solidez de uma marca com décadas de experiência e o entusiasmo e visão de futuro de uma empresa em plena expansão.

A campanha multimeios da Dils destacou-se pelo tom irreverente e criativo. Como surgiu esta abordagem e que impacto teve na percepção da marca?

A Dils é uma marca inovadora e a campanha também tinha de o ser. Quisemos criar logo essa percepção na primeira abordagem. Ao entrar no mercado português, era fundamental dar a conhecer o nome da marca e criar uma presença forte, uma verdadeira “mancha”, que despertasse a atenção do público e foi por esse motivo que optámos por uma campanha multimeios.

Com criatividade e algum humor, quisemos brincar com a semelhança do nome Dils com a palavra inglesa “deals”, que é o nosso foco: os negócios e sermos uma empresa focada em transacções, e, assim, comunicámos de forma simples e directa a lógica que está por trás da nossa abordagem: o foco no negócio.

A inauguração da Casa Dils e a Dils Week foram momentos marcantes. Qual foi a intenção por trás destes eventos e que papel desempenham na afirmação da marca?

A organização deste tipo de eventos é, para nós, essencial, pois permite-nos estar verdadeiramente próximos dos nossos clientes e parceiros. Este é, acima de tudo, um negócio relacional e acreditamos que criar momentos de encontro e partilha é fundamental. Queremos que todos se sintam parte do nosso percurso, do nosso crescimento e que estejam genuinamente envolvidos naquilo que fazemos.

A inauguração do nosso novo escritório em Lisboa, no República 5, foi um desses momentos especiais. Celebrámos com a Dils Week, uma semana de portas abertas que incluiu talks temáticas e um cocktail, num ambiente informal e descontraído. Mais do que um simples local de trabalho, este espaço foi pensado para ser um ponto de encontro, onde o trabalho se cruza com a criatividade, convívio e onde nascem novas oportunidades.

Como tem sido construída a marca internamente, junto das equipas? Que iniciativas destacaria como mais impactantes?

Como já referi, um dos grandes segredos para o sucesso são, sem dúvida, as pessoas. Na Dils, valorizamos o espírito e trabalho em equipa que, ao dia de hoje, já somos 170. Recentemente, organizámos uma festa de Verão, exclusivamente dedicada aos nossos colaboradores, com o objectivo de promover esse espírito de proximidade e descontração.

Destacaria também uma iniciativa interna que foi particularmente marcante e que deu o início da Dils Week, uma tarde inteiramente dedicada às nossas famílias. Convidámos os colaboradores a trazerem os seus familiares ao escritório. Foi uma excelente oportunidade para mostrar em primeira mão o espaço onde passamos grande parte dos nossos dias, e partilhar o orgulho que sentimos no projecto que estamos a construir. Foi uma tarde muito descontraída e que demonstra que a cultura de criação de laços entre todos nós faz parte do nosso ADN.

A Dils posiciona-se como uma marca que quer “Rewrite the Rules”. O que significa, na prática, reescrever as regras no sector imobiliário?

Temos plena consciência de que o sector imobiliário tem um impacto profundo na vida das pessoas. Por isso, sem nunca perder a seriedade que o negócio exige, procuramos constantemente repensar o nosso papel e encontrar formas de fazer diferente e de acrescentar valor, tanto no serviço que prestamos como na forma como comunicamos.

O imobiliário é, por natureza, um sector resistente à mudança. É precisamente neste contexto que a Dils se destaca: desafiamos os modelos convencionais com uma abordagem prática, orientada por dados e por uma leitura clara das tendências de mercado e suportado por uma grande componente tecnológica e digital para acelerar esta transformação. Trabalhamos numa óptica de proximidade, percebendo as necessidades dos nossos clientes e construindo soluções à medida. Não nos limitamos a comercializar espaços, queremos criar valor para aqueles que nos procuram.

Olhando para o futuro, quais são os próximos passos para consolidar a presença da Dils em Portugal e continuar a crescer?

Estamos a dar a conhecer as várias localizações que temos de norte a sul do País e queremos abrir as portas aos nossos clientes para que nos visitem, conheçam as equipas e sintam o espírito Dils em cada espaço. A abertura recente da nossa loja na Comporta é um bom exemplo. Situada no coração da vila, foi pensada para ser mais do que um espaço comercial, queremos que seja um verdadeiro ponto de encontro, um espaço onde se constroem relações e onde se sente a identidade da marca Dils. Em breve teremos aberturas no Estoril, Porto e Algarve.

Além da expansão física, o nosso compromisso é continuar a inovar e a desafiar no sector. Queremos mostrar o que fazemos, os nossos produtos, criar relações genuínas com os nossos clientes, estar por perto de quem procura informação e encontrar formas cada vez mais eficazes e inovadoras de dar resposta às suas necessidades.

Texto de Maria João Lima

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico






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