Quer jantar bem numa esplanada em Lisboa? Aqui estão duas ideias

Sim, as noites de Verão chegaram e apetece esticar o jantar horas fora, ao ar livre. Se é dos que prefere esplanadas a salas fechadas e gosta de comer bem, temos duas sugestões em Lisboa para lhe fazer.

Bem no coração do Chiado, na Rua Duques de Bragança, o Meat Me abriu portas em Março com a vontade de oferecer a quem por lá passa as melhores carnes maturadas. Claro, com algumas sugestões de peixe e propostas de saladas. Agora, e desde finais de Julho, sentou-se no largo em frente à entrada em jeito de recanto com charme francês. Para começar, o mobiliário e decoração escolhidos, os tons nas almofadas, os candeeiros a baixa luz, os vasos de flores foram meticulosamente escolhidos para piscar o olho a quem passa e convidar a sentar. Sim, apetece e está-se bem, muito bem por ali.

Depois, há todo o cuidado no serviço – já comprovado no restaurante – desde quem apresenta os pratos a quem trata da carta de vinhos e bebidas. Numa altura em que bom serviço começa a ser coisa rara na restauração que por cá se serve, por aqui é coisa séria que aconchega.

Por fim, a carta. Ligeiramente mais reduzida que a que é apresentada no interior, continua a ter, contudo, propostas inéditas e bem conseguidas. Como o cremoso de batata com aioli picante ou a burrata com granizado de manjericão e pinhões – de sabor contrastante e fresco, como se quer em noites quentes – só para começar.

Depois há as carnes, muitas carnes (desde o piano de porco preto ao pica-pau de novilho ou asinhas de frango picantes no espeto), mas também atum e saladas como a de parmesão e queijo de S. Jorge com nozes caramelizadas ou couscous de legumes assados com salmão. E uma mão cheia de propostas de doces a que não se resiste, como um mil folhas de doce de leite….

Se ainda não está convencido mas é bom apreciador de champanhe, saiba que por aqui este não é deixado em mãos alheias. Laurent Perrier é nome a reter e a provar, claro, sendo que se pode deixar seduzir por uma garrafa ou satisfazer com um simples copo. As propostas são para todos (os bolsos). Assim como há sugestões mais que variadas para quem gosta de cocktails. Só para abrir hostilidades, claro… O pvp médio por refeição anda nos 40 euros!

Já mais no centro, ali ao lado da Avenida da Liberdade, experimente a também recém-aberta esplanada do Olivier Avenida, acabadinha de renovar e com novo menu para conquistar quem chega e se quer deixar ficar.

A decoração é ainda mais descontraída em jeito de pequeno jardim na cidade, com forte atenção às cores e às plantas que envolvem e remetem para outras paragens.

Por aqui, a atenção sempre foi apanágio e serviço é coisa que não se discute. Assim como não se equaciona qualidade dos ingredientes escolhidos para desenhar os vários pratos. Quanto a estes, a opção é vasta mas há novidade às sextas e sábados ao jantar: um menu de degustação que tem como base receitas de sabores mediterrâneos. A viagem pelas propostas assinadas pela equipa do Olivier Avenida começa, claro, com algumas entradas, entre uma terrina de foie gras, hummus, pissaladière (uma espécie de pizza com cebola caramelizada, azeitonas pretas e anchovas) e babaganoush (pasta árabe feita com beringela assada ou grelhada, tahine e sumo de limão). Mais à frente, chegam à mesa os pratos de peixe, em formato de ovos Mimosa e carpaccio de polvo – que Olivier repescou da carta de Verão anterior, dada a procura dos clientes mais assíduos.

Ainda de cinto apertado, pode continuar o caminho degustativo com uma tagliatta de panado do lombo de novilho acompanhada por linguini com molho de tomate, sendo que para os vegetarianos há proposta de taboulé (salada libanesa servida com tomate, hortelã, cebola, bulgur e salsa picada, temperada com azeite, sumo de limão, sal e pimenta) ou ratatouille de forno com feta e salada de beterraba, maçã e aipo.

Para fechar, claro que há fruta mas também há churros e bolas de Berlim com Nutella. Ou não estivéssemos a falar de noites de Verão, pois claro! O pvp médio por pessoa, com garrafa de vinho incluída, é 40 euros.

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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