Queijos frescos e curados? São da Montiqueijo

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A história da portuguesa Montiqueijo começou com uma pequena queijaria em Lousa, para vender queijo fresco em Lisboa. Estava-se em 1963. Rapidamente conseguiu impor-se. E, apesar da cada vez maior aposta na inovação, a Montiqueijo mantém a tradição como o grande alicerce do seu sucesso, passando-a de geração para geração. Desde então, confirma Dina Duarte, a directora-geral, tem sido uma evolução muito positiva.

«Com muitos desafios, mas positiva. O primeiro grande marco foi em 1999 com a criação da Agroleite (empresa do grupo responsável pela produção exclusiva de leite) e a construção da actual fábrica. Foi um grande investimento, mas que nos permitiu dar o “salto” e conquistar o mercado. Naturalmente, a Montiqueijo foi crescendo com a conquista do mercado tradicional, mas, em 2005, conseguiu entrar na primeira insígnia da Grande Distribuição.

No entanto, é em 2010 que se dá outro marco importante para o crescimento da empresa, com uma conquista, mais representativa, de clientes da Grande Distribuição.» Actualmente é das principais marcas portuguesas produtoras de queijo fresco, requeijão e queijo curado de vaca e orgulha-se de ser a única que produz os seus queijos desde a origem. Isto, porque na Agroleite instalou uma vacaria para mais de um milhar de animais, onde tem sofisticados equipamentos técnicos que permitem controlar todo o processo de produção, desde o cereal que alimenta a vaca até à recolha do leite e posterior tratamento para se tornar a matéria-prima principal dos queijos. Todas as forragens para uso alimentar são de produção própria, são plantadas e colhidas especificamente para consumo do animal e analisadas por uma equipa externa.

Também as raças que são criadas e utilizadas têm aptidão específica para a produção de leite, e isto é exequível no âmbito do projecto Pro-Cross, que visa o cruzamento de três raças distintas, possibilitando uma produção de leite com qualidade, para optimizar o rendimento queijeiro, devido à escolha de touros específicos para o aumento da produção de proteína. «Desta forma conseguimos controlar e garantir uma matéria-prima de excelência, que posteriormente se reflecte na qualidade dos nossos produtos», sublinham.

Afirmar a diferenciação

A Montiqueijo mantém-se como uma empresa 100% portuguesa e 100% tradicional, o que, no mercado dos queijos, é muito valorizado. «Somos possivelmente dos únicos produtores de queijo fresco que recebeu o reconhecimento de “Queijo Fresco Tradicional” por parte da Direcção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural. Este reconhecimento tem como base as características do produto e método de fabrico tradicionais.

O orgulho nas origens da Montiqueijo faz-nos manter o processo de fabrico igual ao de 50 anos, e é esse cuidado, que diferencia a qualidade do produto e que é valorizado pelo consumidor», defendem, sublinhando: «O facto de sermos uma empresa de fileira é um factor de diferenciação no mercado. Quer para o consumidor, quer para o retalho e Grande Distribuição, que, cada vez mais, procuram e valorizam fornecedores de fileira e 100% nacionais.

O consumidor está cada vez mais sensível às questões da qualidade e da origem dos produtos que consome e tem valorizado essas características nos nossos produtos», avançam. Um dos aspectos que caracterizam a empresa é o facto de trabalhar produtos tradicionais, mas procura apostar em soluções inovadoras, que a diferenciem no mercado. «Tem sido assim ao longo dos últimos 50 anos e esse histórico faz com que o mercado nos exija constantemente soluções inovadoras. Para dar resposta a essas exigências, reservamos anualmente 1% do volume de negócios para investimentos em inovação.

Para a nossa estratégia de vendas é fundamental apresentarmos soluções inovadoras, são essas apostas que tornam a nossa actividade ainda mais dinâmica e que nos diferenciam.» Em 2018, a Montiqueijo teve um volume de negócios de 5,9 milhões de euros e diz-se muito optimista para 2019, sendo esperado um crescimento de dois dígitos. As exportações ainda representam uma pequena fatia no volume de vendas, mas tem vindo a conquistar a Europa e actualmente já envia os seus queijos para França, Bélgica, Holanda, Polónia, Suíça e Inglaterra, e pontualmente para a Ásia.

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