Que inseto é este? Da alforreca ao rouxinol, estas são as melhores apps para identificar espécies na natureza

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27/07/2025
13:00
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Lídia Belourico
27/07/2025
13:00
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Existem aplicações e ferramentas que permitem reconhecer diferentes espécies de plantas, animais e fungos. O El País testou e publicou as que considerou melhores. Embora o Merlin Bird ID seja especializado na identificação de aves através do canto, também oferece a opção de reconhecimento visual a partir de fotografias. Da mesma forma, o iNaturalist, o Google Lens e a Pesquisa Visual do iPhone permitem identificar espécies através de imagens.

Merlin Bird ID: o “Shazam” dos pássaros

O Merlin Bird ID é uma aplicação gratuita desenvolvida pelo Laboratório de Ornitologia de Cornell que permite identificar aves de três formas: através do canto, através de uma fotografia ou respondendo a uma série de perguntas sobre a ave observada (como a cor, o tamanho, o comportamento, a localização e a data). A ferramenta, disponível tanto na App Store como na Play Store, é muito útil para qualquer pessoa — independentemente do seu conhecimento prévio — reconhecer diferentes espécies de aves.

Funciona de forma simples: basta premir o botão de gravação e aguardar em silêncio. A aplicação identificará a espécie ouvida. O utilizador pode também ouvir outras gravações do pássaro em questão para comparar os sons. Em testes realizados por este jornal, a aplicação identificou um rouxinol-comum, um pardal-doméstico e um papa-figos-dourado-europeu. Os criadores da aplicação sublinham que as suas sugestões são apenas um ponto de partida.

“Certifique-se de comparar o seu pássaro com os sons de exemplo e os detalhes da espécie no Merlin”, recomendam.
Além disso, os utilizadores podem pesquisar qualquer espécie para ler uma descrição, ouvir diferentes tipos de sons e visualizar um mapa que mostra a sua distribuição geográfica. Para aqueles em áreas sem ligação, a aplicação permite aos utilizadores descarregar pacotes regionais de aves com base na sua localização, tornando-a especialmente útil em ambientes rurais ou montanhosos.

Outro recurso notável é a identificação de imagens. Simplesmente tirando uma fotografia ou selecionando uma imagem do rolo da câmara, a aplicação pode identificar qual o pássaro que nela aparece. Em testes conduzidos por este meio, identificou corretamente um corvo-marinho-grande em Madrid e um pelicano-de-dorso-rosado no Senegal. Embora seja geralmente preciso, pode ocasionalmente falhar: ao tentar identificar um flamingo no Flamingo Hotel em Las Vegas, por exemplo, a aplicação respondeu “nenhum pássaro provável”.

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iNaturalist: Um Biólogo no Seu Bolso

O iNaturalist nasceu em 2008 como um projeto final de mestrado na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Com o passar do tempo, tornou-se uma iniciativa conjunta com a Academia de Ciências da Califórnia e a National Geographic Society. Funciona de forma muito simples: basta tirar uma fotografia ao que pretende identificar. Ao enviar a imagem para a aplicação, esta sugere rapidamente possíveis espécies que nela aparecem. Conta também com uma comunidade de especialistas que o ajudam a fazer identificações corretas.

A aplicação pode, por exemplo, ser utilizada para identificar uma alforreca na praia, uma planta desconhecida durante um passeio, um inseto no jardim ou até um cogumelo na floresta. É também útil em visitas a jardins botânicos.

Ao carregar várias imagens tiradas num jardim botânico na ilha de São Miguel, nos Açores, a aplicação identificou uma camélia japonesa e uma íris-africana. Numa outra fotografia tirada em Maiorca, identificou uma cabra doméstica e, numa de Níjar, Almería, identificou uma alforreca-boca-de-bandeira. Ao detetar uma espécie, a aplicação apresenta uma percentagem de probabilidade de a identificação estar correta.

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O iNaturalist permite ainda aos utilizadores registar o local e a data de cada observação, ajudando a criar um mapa global da biodiversidade em tempo real. Isto não só ajuda os utilizadores, como cada observação fornece informações valiosas para cientistas, conservacionistas e outros interessados em estudar o ambiente.

“Cada observação pode contribuir para a nossa compreensão da biodiversidade, desde a borboleta mais rara até à infestante mais comum no quintal”, afirmam os criadores da aplicação, que realçam que a aplicação partilha os seus registos com repositórios de dados científicos, como o Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF).

Pesquisa Visual para iPhone

Para os proprietários de iPhone que não desejam descarregar uma aplicação adicional, existe uma opção mais rápida. A funcionalidade Busca Visual utiliza inteligência artificial incorporada no sistema operativo para identificar espécies de plantas e animais, não só monumentos e obras de arte, mas também para os identificar.

Ao abrir uma imagem na aplicação Fotografias, se o sistema detetar um elemento reconhecível, aparecerá um ícone especial no botão de informação: pode ser um “i” com estrelas, uma folha ou uma pegada, dependendo do conteúdo.

Ao tocar neste ícone, acede a informação sobre as espécies fotografadas, bem como a imagens semelhantes e links úteis. Em testes realizados por este jornal, o sistema identificou corretamente uma Camellia japonica, oferecendo uma breve descrição, fotos relacionadas e um link para a Wikipédia. Foi também capaz de reconhecer com precisão animais como um Border Collie, uma Giraffa camelopardalis e uma Equus burchellii (zebra-de-burchell).

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Google Lens nos telemóveis Android

Para quem não tem iPhone, uma boa alternativa para identificar plantas e animais é o Google Lens. Esta ferramenta de reconhecimento visual com inteligência artificial pode ser descarregada como uma aplicação independente, mas também está integrada na aplicação Câmara em muitos dispositivos Android. Basta tirar uma fotografia, abrir a galeria e tocar no ícone de um visor com um pequeno quadrado no centro que diz “Lens”. Ao fazê-lo, a aplicação digitaliza a planta ou o animal, exibe imagens semelhantes e sugere as espécies correspondentes.

O Google Lens analisa as fotos, comparando os objetos com imagens semelhantes e classificando-os com base no seu grau de correspondência. Pode mostrar vários resultados ou apenas um, se a probabilidade for elevada. “Digamos que o Lens está a analisar um cão que identifica com 95% de probabilidade como pastor alemão e com 5% de probabilidade como corgi. Neste caso, o Lens pode mostrar apenas o resultado correspondente ao pastor alemão, considerando-o visualmente mais semelhante”, explica a Google.

O Lens sugere ainda uma pesquisa rápida no Google pela espécie em questão. Em testes conduzidos por este jornal, a aplicação identificou corretamente uma camélia japonesa, um quati (Nasua nasua) e uma cutia (Dasyprocta punctata) da América Central.




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