A música eletrónica encontra no Lisb-On um território híbrido – entre o urbano e o orgânico – mas a edição de 2026 decidiu levar essa ideia ao extremo, tendo-o feito no coração subterrâneo de Lisboa, na estação do Oriente, transformando um dos espaços mais movimentados da cidade num laboratório vivo onde plantas, tecnologia e som se cruzaram sem pedir licença.
O festival, que há mais de uma década insiste em provar que a eletrónica também respira verde, virou o jogo e, em vez de levar a cidade ao jardim, levou o jardim ao betão. Um outdoor digital tornou‑se palco de uma “DJ booth” vegetal, construída com plantas reais e equipada com biossensores capazes de converter impulsos bioelétricos em música. Cada toque do público gerava sons em tempo real e revelava, no ecrã, um dos artistas que compõem o cartaz do isb-On 2026.
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A instalação – assumida como um Nature Live Act – funcionou como uma mesa aberta, convidando quem passava a experimentar, tocar e descobrir, num momento de suspensão no quotidiano apressado do metro, que reforça o território identitário do festival: a ligação entre música eletrónica, cidade e natureza. Um triângulo que o isb-On tem vindo a consolidar e que esta ação tornou literal.
Desenvolvida pela Dentsu Creative Portugal e pela Dentsu Labs Amesterdão, a ativação só foi possível graças à rede de outdoor da MOP, que abriu as portas a uma ocupação criativa pouco habitual no Metro de Lisboa. O universo sonoro foi concebido pela DJ e compositora Klin Klop, conhecida pela sua abordagem experimental e que integra também o line‑up do festival, marcado para 3 e 4 de julho, no parque Keil do Amaral, em Monsanto.
Filmado pela Garage Films, sob direção de Enrique Escamilla, o momento deu origem a vários conteúdos visuais, divulgados nas redes do festival, com o objetivo de prolongar a experiência para lá do instante vivido no metro.












