O licenciamento de marcas está a atravessar uma fase de forte transformação, impulsionada pela multiplicação de parcerias entre empresas de entretenimento, retalho e design. A tendência passa por converter propriedade intelectual em produtos e experiências que vão muito além do merchandising tradicional, criando novas formas de monetização e reforço de marca.
De acordo com análise recente do Marketing Dive, este movimento está a expandir-se para categorias inesperadas, desde kits criativos a produtos de lifestyle, passando por ativações físicas e experiências imersivas.
Um dos exemplos mais ilustrativos desta evolução é a parceria entre My Little Pony e The Woobles, que deu origem a kits de crochet inspirados em personagens da franquia.
A colaboração transporta uma marca de entretenimento para o universo do artesanato, explorando a nostalgia e a cultura “faça você mesmo”, ao mesmo tempo que cria um produto físico com valor emocional.
Também no universo digital se verifica esta tendência de materialização. Projetos ligados a videojogos estão a ser transformados em produtos colecionáveis físicos, muitas vezes combinados com elementos digitais, aproximando o gaming do retalho tradicional.
Marcas entram em novas categorias de consumo
Outro sinal claro desta expansão é a entrada de marcas em setores fora do seu posicionamento original. A Billabong, em colaboração com a L’Amy America, passou a atuar no segmento de eyewear, com óculos de uso diário e modelos desportivos.
A estratégia procura levar o estilo de vida associado ao surf para produtos funcionais, reforçando a presença da marca no quotidiano dos consumidores.
Estas colaborações permitem às marcas crescer sem desenvolver internamente novas competências, recorrendo a parceiros especializados para entrar rapidamente em novas áreas de negócio.
O licenciamento está também a evoluir para formatos mais imersivos. Um exemplo disso é a integração de conteúdos infantis no Bronx Zoo, onde uma série televisiva é transformada numa experiência educativa no mundo real.
Este tipo de iniciativas reforça uma mudança estrutural: o valor das marcas já não está apenas no produto, mas na capacidade de criar experiências que ligam conteúdo, público e ambiente físico.












