Qual é o futuro da American Apparel?

A marca de vestuário mudou de CEO e deixou a cultura de desorganização para trás. O foco, contudo, mantém-se na base de clientes mais fiel: os jovens. A mais recente campanha da marca é prova disso.

Qual é o futuro da American Apparel? Este é um caso de estudo que mostra que uma reorganização interna através de uma nova liderança e um posicionamento diferente podem relançar uma empresa.

A marca de vestuário passou a ser liderada por Paula Schneider – e a mudança foi significativa face ao anterior CEO, Dov Charney, acusado de assédio e de uso indevido de dinheiro da empresa, cuja liderança era caracterizada por uma cultura de desorganização interna. Charney acabaria por ser despedido em 2014.

Segundo um artigo do New York Times, a nova CEO assumiu o desafio de alterar profundamente a filosofia da American Apparel, uma empresa que não regista lucros desde 2009, e que é conhecida pelas linhas de vestuário alternativas, pelas campanhas publicitárias arriscadas e pela identificação com os valores dos Millennials, os maiores clientes da marca.

Uma das últimas campanhas da American Apparel segue a linha que apela a esta geração que se identifica com um tom mais arrojado: a estrela da publicidade de um anúncio recente da marca é Brendan Jordan, personagem que saltou para o conhecimento geral depois de ter dançado em directo numa reportagem televisiva. Uma campanha que inclui o próprio em diversas poses com roupa da marca e uma biografia com o seu percurso e desejos para o futuro.


Destaque também para as campanhas do Dia dos Namorados que, segundo o jornal, incluem uma mulher com mais de dois metros de altura, uma pessoa transgénero e uma mulher com 70 anos. «Somos uma marca muito inclusiva», disse a CEO ao New York Times.

«Eis um miúdo de 15 anos a falar sobre como saiu do armário e como é ter 15 anos e ser gay e nós demos-lhe voz. Esta é uma marca que arricas e será sempre uma marca que arrisca, e tem a ver com comentário social, direitos dos homossexuais, a reforma da imigração. Tudo coisas com que os millennials se preocupam», segundo Paula Schneider, citada pelo jornal.

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