Quais as marcas com mais empatia em Portugal?

Num estudo realizado pela Summa Branding, a Olá apresenta o perfil mais empático em Portugal, como resultado da soma de oito dimensões tidas como essenciais para gerar empatia com os consumidores.

O estudo, apresentando na conferência “O poder da empatia: como construir uma marca empática?”, contemplou a análise a 40 marcas, focando-se nas vertentes Autenticidade, Responsabilidade, Compreensão, Interacção, Proximidade, Relevância, Identificação e Inovação. A nível individuai, a Bom Petisco foi eleita a mais autêntica, a Milaneza a mais responsável, os CTT lideraram na compreensão, a Vaqueiro em interacção, a Agros foi considerada a mais próxima, o Continente a mais relevante, a Renova com a qual existe uma maior identificação e, por último, a Sonasol a que mais se destacou em inovação.

«Autenticidade, proximidade e relevância são dimensões essenciais no processo de construção de empatia. As marcas mais empáticas são as que activam várias dimensões», afirma Maria José Amich, directora da Summa Branding Portugal.

Conrad Llorens, CEO da agência, explica que construir empatia requer uma gestão integrada e coordenada, com uma visão holística que contempla todos os públicos de interesse. «As marcas têm de apurar o seu perfil empático junto do público. Têm, depois, de perceber quais as dimensões a activar e, por último, agir de forma a potenciar essas mesmas dimensões», vinca o CEO, que salienta que trabalhar todas as dimensões em simultâneo não é benéfico, pois esse deve ser um trabalho gradual.

O responsável destaca a capacidade de as marcas empáticas gerarem sentimentos favoráveis que lhes permite ligarem-se e estabelecerem relações com os consumidores, ao mesmo tempo que partilham propósitos inspiradores. Acercas destes últimos, o CEO explica que possibilita às marcas terem uma melhor performance e conquistar consumidores mais leais.

A finalizar, o responsável sublinhou ainda a importância de trabalhar as culturas internas das empresas, para que os colaboradores estejam alinhados com os objectivos empáticos da empresa.

«Marcas com significado precisam de empatia, sendo este um factor chave em toda a relação humana, seja entre pessoas ou entre pessoa e marcas. É uma forma de melhor entender os consumidores, permitindo assim definir um propósito e uma proposta de valor relevante para os mesmos. A cultura interna é a marca externa e é por isso que estas pessoas são fundamentais na construção da empatia da marca», finaliza o CEO.

Texto de Rafael Paiva Reis

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