A gigante britânica da moda rápida Primark vê a sua posição histórica no setor ameaçada por rivais digitais como Shein e Temu. Estas plataformas online atraem consumidores com preços mais baixos e forte presença digital, alterando hábitos de compra e pressionando o modelo tradicional da retalhista.
Enquanto a Primark mantém a sua estratégia centrada em lojas físicas, a Shein e a Temu operam exclusivamente online, com cadeias de fornecimento globais que permitem preços reduzidos e marketing agressivo. Este contraste tem levado consumidores, sobretudo jovens ou sensíveis ao preço, a optar por alternativas digitais, mesmo com a Primark a ajustar os seus preços mínimos no Reino Unido devido à inflação e aos custos operacionais.
O cenário evidencia a transformação do setor da moda rápida, onde o investimento em experiência digital e presença online se torna cada vez mais determinante. A Primark tem procurado responder com iniciativas como o serviço “click & collect” e campanhas de marketing mais visíveis, mas continua a enfrentar desafios para manter a relevância frente à conveniência e aos preços das plataformas digitais.
A pressão das rivais online também motivou movimentos no setor europeu, com marcas tradicionais a apelarem a uma regulamentação mais rigorosa para prevenir práticas consideradas desleais no comércio digital.
O mercado da moda rápida, tradicionalmente dominado pela experiência em loja e preços acessíveis, entra assim numa nova fase, em que a adaptação ao digital e à economia de plataformas será crucial para a sobrevivência das retalhistas físicas.
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Autor: Yau Ming Low | Crédito: Getty Images












