Prepare-se para dizer adeus a estas embalagens: as novas regras que chegam à UE

SustentabilidadeFacebook
Marketeer
12/08/2026
11:29
SustentabilidadeFacebookNegócios
Marketeer
12/08/2026
11:29
Prepare-se para dizer adeus a estas embalagens: as novas regras que chegam à UE

Partilhar

As embalagens que fazem parte do quotidiano dos consumidores europeus vão começar a mudar. Entra em aplicação esta quarta-feira, 12 de agosto, o novo regulamento da União Europeia relativo a embalagens e resíduos de embalagens, que pretende reduzir a produção de resíduos, aumentar a reutilização e melhorar a reciclagem. As alterações serão introduzidas de forma faseada e terão alguns dos efeitos mais visíveis a partir de 2027 e, sobretudo, 2030.

Escolha a Marketeer como fonte preferida no Google Escolher ›

Para os consumidores, as primeiras mudanças poderão passar praticamente despercebidas. Uma delas será a introdução progressiva de novos rótulos nas embalagens, destinados a tornar mais simples a identificação dos materiais e a respetiva separação. Segundo a informação divulgada, poderão existir até 24 símbolos diferentes, sendo que os recipientes de recolha seletiva deverão passar a utilizar os mesmos símbolos a partir do próximo ano.

Mas o impacto do regulamento vai muito além da reciclagem. As embalagens colocadas no mercado passam a estar sujeitas ao princípio de que devem ser recicláveis, enquanto o regime de responsabilidade alargada do produtor reforça a responsabilidade das empresas pelo percurso das embalagens ao longo do seu ciclo de vida.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Restaurantes terão de aceitar recipientes dos clientes

Uma das primeiras alterações com impacto direto nos hábitos de consumo deverá chegar em 2027. Hotéis, restaurantes e cafés terão de permitir que os clientes levem os seus próprios recipientes para transportar comida preparada nos estabelecimentos.

A partir de 2028, esses espaços terão também de disponibilizar uma opção em recipiente reutilizável para quem queira levar a refeição. No mesmo ano, as saquetas de chá e outras infusões terão de ser compostáveis, embora ainda existam questões por esclarecer relativamente à eventual aplicação da mesma obrigação às cápsulas de café.

Mas é em 2030 que algumas das mudanças mais visíveis deverão chegar ao quotidiano. Nos restaurantes, serão proibidas várias embalagens individuais destinadas ao consumo dentro do estabelecimento, incluindo as pequenas doses de molhos, açúcar, sal, leite e outros condimentos que hoje são frequentemente disponibilizadas nas mesas ou juntamente com as refeições.

Continue a ler após a publicidade

Também os supermercados terão de alterar algumas práticas. A venda de fruta e legumes em pequenas quantidades embaladas em plástico será limitada: o regulamento prevê que produtos com peso inferior a 1,5 quilos deixem de ser vendidos nessas condições, dentro dos critérios definidos pela legislação.

Na mesma altura, deverão desaparecer os anéis de plástico utilizados para agrupar determinadas embalagens de bebidas e os sacos de plástico extremamente finos, com menos de 15 mícrones, salvo algumas exceções relacionadas com higiene alimentar ou utilização de materiais compostáveis.

Quem ficar num hotel também poderá notar uma diferença. A partir de 2030, os estabelecimentos deixam de poder disponibilizar automaticamente pequenos frascos descartáveis de champô, gel de banho ou sabonete como artigos de cortesia de utilização única.

Continue a ler após a publicidade

A legislação admite, contudo, que estes produtos possam ser fornecidos quando forem expressamente pedidos pelo hóspede. A alternativa deverá passar cada vez mais por soluções reutilizáveis, como os dispensadores que já são utilizados em muitos hotéis.

O comércio eletrónico também não fica de fora. A partir de 2030, o espaço vazio no interior de determinadas embalagens não poderá representar mais de 50% da capacidade da embalagem. A medida procura combater uma situação familiar a muitos consumidores: receber uma encomenda numa caixa muito maior do que o produto que contém, com utilização desnecessária de cartão e outros materiais de embalagem.

O que muda para as marcas?

Para as empresas, a alteração representa uma transformação mais profunda do que a simples substituição de materiais. Fabricantes, distribuidores e retalhistas terão de repensar formatos, materiais, sistemas de reutilização, logística e informação disponibilizada ao consumidor.

Existem ainda questões que terão de ser clarificadas durante o processo de implementação, nomeadamente sobre a responsabilidade por determinadas embalagens e os custos associados à reutilização e à utilização de plástico reciclado.

Continue a ler após a publicidade

O objetivo da União Europeia é que esta transformação reduza progressivamente a quantidade de resíduos gerados e incentive modelos mais circulares. Para os consumidores, contudo, a consequência mais evidente poderá ser bastante simples: alguns objetos que hoje fazem parte do quotidiano – da saqueta de açúcar ao pequeno frasco de champô e à embalagem de fruta no supermercado – poderão deixar de ser tão comuns até ao final da década.






Notícias Relacionadas

Ver Mais