Portugueses estão mais disponíveis para gastar

O pessimismo que até há uns anos caracterizava os portugueses deu lugar a um estado de espírito mais positivo. Dados da Nielsen referentes ao terceiro trimestre deste ano apontam mesmo os portugueses como os mais optimistas entre os países do Sul da Europa – à frente de Espanha, França e Itália.

Além disso, o optimismo dos consumidores nacionais continua a apresentar máximos históricos, acima da média europeia. O “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey” indica que 54% dos portugueses não considera que o País se encontre em recessão (contra 22% em Itália, 36% em França e 37% em Espanha) e cerca de metade admite boas ou excelentes perspectivas laborais e financeiras para 2020.

«Num cenário de maior confiança, a tendência entre os portugueses tem sido de comprar mais e gastar mais. Importa, por isso, que marcas e retalhistas consigam encontrar estratégias para potenciar um espírito de optimismo crescente entre os consumidores portugueses», sublinha Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical director da Nielsen Portugal. Segundo a responsável, o desafio passa por apresentar uma oferta que seja uma mais-valia perceptível para os consumidores. Isto passa por responder a necessidades e anseios, tendo em consideração preocupações e estilos de vida em transformação.

Ainda assim, apesar de maior disponibilidade para gastar, os portugueses também parecem recpetivos à ideia de poupar. Cerca de metade dos portugueses diz poupar o dinheiro que sobra após o pagamento das principais despesas. E o que fazem com esse dinheiro acumulado? 31% opta por gastar o dinheiro acumulado em férias e viagens, denotando uma vontade de fugir à rotina e viver novas experiências.

A Nielsen indica ainda que, após pagarem as suas despesas habituais, são cada vez menos os portugueses que dizem que não lhes sobra dinheiro (o equivalente a um sexto da população).

O que preocupa os portugueses?

O “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey” revela que Portugal é o quinto país europeu com maior preocupação com o aquecimento global, tendo este tema subido para terceiro lugar. Contudo, saúde e equilíbrio entre vida pessoal e profissional ocupam os lugares cimeiros na lista de preocupações.

«É importante que as marcas vão ao encontro daquilo que são as principais preocupações dos consumidores nacionais. Os consumidores continuam a querer produtos saudáveis, a procurar um maior equilíbrio nas suas vidas, poupando tempo em algumas tarefas e utilizando-o para as actividades de que mais gostam, e preocupam-se de forma exponencial com a sustentabilidade ambiental do nosso planeta. Com mais dinheiro e maior disponibilidade para o gastar, os consumidores procuram este desafio por parte das marcas e retalhistas, sendo esta uma boa oportunidade para criar um maior envolvimento com os mesmos», conclui Ana Paula Barbosa.

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