Poder de compra feminino: Uma oportunidade de 32 biliões à espera de resposta

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Marketeer
07/03/2025
12:38
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Poder de compra feminino: Uma oportunidade de 32 biliões à espera de resposta

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O estudo intitulado “The $32 Trillion Opportunity in Women-Focused Products and Services”, conduzido pela Boston Consulting Group (BCG), revela que as mulheres geram cerca de 32 biliões de dólares em despesas globais e estima-se que controlem 75% das despesas discricionárias a nível mundial nos próximos cinco anos, conforme apontado pela Nielsen.

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Contudo, as empresas parecem incapazes de responder às suas necessidades, especialmente em setores essenciais como os bens de consumo, os cuidados de saúde e os serviços financeiros, desperdiçando uma valiosa oportunidade de mercado. “Os resultados deste estudo mostram que, apesar de as mulheres continuarem a ser responsáveis pela maior parte das despesas a nível mundial, as empresas em diversos setores, com destaque para os cuidados de saúde, serviços financeiros e bens de consumo, não vão ao encontro das suas necessidades”, afirma Beth Viner, Managing Director e Partner da BCG X em Nova Iorque e coautora do estudo.

Além disso, ela sublinha que as empresas que decidirem adotar uma abordagem proativa para preencher essas lacunas poderão impulsionar o crescimento dos seus negócios e fortalecer a lealdade dos consumidores.

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Em relação ao setor dos cuidados de saúde, as mulheres representam mais de dois terços (66%) das decisões relacionadas com esta área no agregado familiar, mas apenas 41% consideram que os serviços disponíveis satisfazem as suas preocupações específicas de saúde.

Entre as principais prioridades femininas estão cuidados de qualidade (87%), consultas atempadas (82%), acessibilidade (82%) e a ausência de preconceitos (76%). A pesquisa mostra que as empresas deste setor precisam de entender e responder a essas prioridades para conquistar sucesso.

Já no setor financeiro, apesar de as mulheres contribuírem anualmente com cerca de 5 biliões de dólares para o património global e de estarem mais preocupadas do que os homens com questões financeiras como planeamento da reforma (37% versus 29%) e gestão de dívidas (37% versus 28%), elas identificam falhas na oferta de produtos e serviços. Apenas 46% das inquiridas consideram que o setor financeiro corresponde às suas necessidades.

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No que toca aos bens de consumo, a satisfação é ligeiramente superior: 66% das mulheres inquiridas afirmam que os produtos de supermercado respondem às suas expectativas e 64% afirmam o mesmo sobre produtos de cuidado e beleza. Ainda assim, nenhuma categoria de consumo atende completamente às suas necessidades, indicando um mercado potencial a ser explorado pelas empresas.

De forma a capitalizar estas oportunidades, a BCG sugere que as empresas se concentrem em três pilares fundamentais: conveniência, viabilidade e exequibilidade. A conveniência refere-se a determinar se um novo produto ou serviço vai ao encontro de necessidades emocionais e funcionais não atendidas das mulheres.

A viabilidade envolve avaliar a sustentabilidade económica da oferta, considerando elementos como custos de retenção e aquisição e o preço do produto. Já a exequibilidade baseia-se na capacidade de executar a ideia, considerando mudanças nas operações, estratégias de distribuição e atendimento ao cliente.

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O estudo reforça, ainda, a importância da representatividade feminina nas empresas, especialmente em cargos de liderança. Essa inclusão permite que as mulheres partilhem as suas experiências, identifiquem necessidades não atendidas e apresentem estratégias para melhor responder ao mercado, conferindo vantagens competitivas às organizações.

Realizado com base num inquérito global a 15.000 pessoas, sendo três quartos mulheres, o estudo oferece insights valiosos sobre as necessidades das mulheres em diversos setores e destaca o potencial deste mercado ainda subvalorizado.

 




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