O seu nome surge da fusão das palavras Latitude com Atitude e tem-nas. A Latitid, marca portuguesa de swimwear fundada em Abril de 2013 pelas irmãs Inês e Marta Fonseca, e pela sua amiga (e tia) Fernanda Santos, cresceu de meia dúzia de peças até se tornar referência no mercado, sendo que uma década depois a construção é mesmo de um ecossistema em torno da marca, entre swimwear, activewear e beachwear.
M.ª João Vieira Pinto
Ou não tivesse sido também desenhada para ser exportada, como o confirma Inês Fonseca, no podcast Marcas com Marca da Marketeer: «Acredito que a marca pode ir além-fronteiras, ela foi feita para isso!» Já em pontos de venda multimarca na Turquia, o que as fundadoras querem mesmo é ter uma loja própria fora do mercado português.
Inês recorda que a Latitid como que começou “na garagem”, tendo a própria andado de porta em porta a vender biquínis a clientes. Na primeira colecção, 1200 no total. Hoje, a facturação das diferente linhas de produtos já chega a 2.300 milhões de euros.
«De repente, ter um escritório, três lojas físicas mais uma online, ter uma equipa, é muito gratificante. Mas não deixa de ser duro», confessa. Ela que sempre acreditou que não tinha como correr mal, apesar de há 10 anos não se viajar como hoje nem o social media tinha a força que tem. «Quando abrimos a Latitid, o objectivo foi colmatar a inexistência de marcas de swimwear em Portugal. Houve outras que surgiram por essa altura, sendo que algumas se mantêm e outras acabaram», partilha.
Fundamental neste percurso foi, confessa Inês, o trabalho ao nível de redes sociais. «Costumo dizer que surgimos na altura do Facebook e que se não fosse o Facebook não estaríamos onde estamos agora», recorda, enquanto fiz lembrar-se bem do primeiro post que foi como que uma exposição da marca ao Mundo. «Foi muito o que nos ajudou a chegar onde chegamos», sendo que sempre procuraram comunicar para o segmento de clientes que entendiam fazer sentido para a marca.
O grande salto, esse dá-se quando decidem ir para Lisboa, estava-se então em vésperas de Covid. «O Covid foi agridoce, foi a pior e a melhor coisa que nos aconteceu, porque começámos por achar que não íamos sobreviver – até pelo facto de as fábricas estarem paradas -, mas acabou por ser o melhor ano de sempre», conta Inês.
De então para cá, foram adaptando o storytelling, o que lhes permitiu conquistar novas clientes, e focaram
fortemente no online. «Conseguimos adaptar-nos à nova forma de comunicar e conversar com o consumidor. Não podíamos ser só uma marca de moda», justifica a fundadora da Latitid.
Agora, acabam de abrir nova loja no Príncipe Real e, como mantêm vendas todo o ano, Inês Fonseca confidencia estarem à procura de mais um ponto de venda, de rua… eventualmente na zona da Grande Lisboa.












