Pedro Duarte diz que eleições atrasam medidas para os media

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Marketeer com Lusa
07/03/2025
17:29
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O ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu hoje que em caso de eleições há medidas para os media que vão sofrer atrasos e que até terça-feira não tem condições para tomar as grandes decisões que pretende sobre a Lusa.

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Pedro Duarte respondia a questões dos jornalistas na sede da RTP, depois de ter assinado com o presidente do Conselho de Administração, Nicolau Santos, a revisão do Contrato de Concessão de Serviço Público, no dia em que o grupo de media público cumpre 68 anos de vida.

Quando questionado sobre as medidas previstas no plano de apoio aos media, onde se inclui a Lusa e o Código para a Comunicação Social, o ministro disse que “também para esse setor vale” o mesmo que para todos os “setores dinâmicos” da sociedade, até do ponto de vista social, “aquilo que se está a passar” no país.

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“Se tivermos uma crise política desta natureza, com novas eleições, vamos de facto ter dois meses de pausa, mas eu prefiro interpretá-las como sendo dois meses de pausa em que depois vamos retomar, se calhar, com uma força acrescida, uma dinâmica acrescida”, afirmou o governante.

No caso do Código da Comunicação Social, este “está em desenvolvimento” e “está a ser estudado”, apontou.

“Temos previsto até final do verão, ao final desta sessão legislativa, apresentarmos a proposta de lei no parlamento e eu espero que algum trabalho de casa, se calhar de bastidores, possa continuar a ser feito para depois poder efetivar dentro do prazo”, isto “caso, evidentemente, os portugueses assim o entendam com o seu sentido de voto”, prosseguiu Pedro Duarte.

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“Mas haverá outras matérias em que evidentemente vai haver um atraso”, admitiu.

Questionado se isso também será no caso da Lusa, o governante rematou: “O caso da Lusa é um bom exemplo, que nós já estamos numa fase que nos estávamos a preparar e temos tido já algumas reuniões mais aprofundadas, eu diria, com o Conselho de Administração da Lusa”.

“Mas para sermos muito realistas, nós até terça-feira não temos condições naturalmente para tomar as grandes decisões que queremos tomar”, admitiu Pedro Duarte.

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“Vamos fazer os possíveis para não prejudicar o país, mas este é um bom exemplo, se calhar prático e concreto, de como esta crise era evitável e muito indesejável”, concluiu o ministro dos Assuntos Parlamentares.

O Plano de Ação para a Comunicação Social, apresentado em outubro, tem 30 medidas, entre as quais prevê um novo modelo de governação da Lusa, com a criação de um Conselho de Supervisão da agência, com uma composição multisetorial na área dos media.

Tem também previsto um plano de modernização em meios humanos e tecnológicos para a Lusa, com um custo estimado de quatro milhões de euros e cuja execução começava este ano, com implementação ao longo de três anos, bem como a criação de benefícios para os órgãos de comunicação social.

Isto inclui descontos para serviços de interesse público, entre 50% a 75% para os media regionais e locais, e entre 30% e 50% para os órgãos de comunicação social nacionais. Esta medida só entra em vigor após a revisão do Contrato de Serviço Público da Lusa com visto do Tribunal de Contas, sendo que tal ainda não aconteceu.

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Esta medida tem impacto de dois milhões de euros na redução de receita na Lusa, de acordo com o plano.

A Lusa já disponibiliza três serviços gratuitos referentes a temas de identidade de género, desinformação, e cultura.




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