A relação entre marcas e consumidores está a mudar e a música continua a ser um dos pontos de encontro mais relevantes. Em Portugal, o NOS Alive destaca-se como um dos principais palcos dessa ligação, reunindo milhares de festivaleiros e algumas das estratégias de comunicação mais ambiciosas do mercado.
Por Sandra M. Pinto
A Heineken® voltou a marcar presença como cerveja oficial e patrocinadora do festival, apostando numa abordagem que privilegia a experiência e a criação de ligações entre pessoas. Catarina Ferraz, responsável de Marketing da Heineken em Portugal, detalha como a marca está a transformar a sua presença no evento, com destaque para ativações como a Heineken House e o “Clinker”, uma pulseira inteligente pensada para aproximar fãs através da música.
Que papel estratégico assume o NOS ALIVE no ecossistema de comunicação da Heineken em Portugal?
O NOS Alive é um dos maiores festivais de música do país e uma plataforma privilegiada para estarmos próximos do consumidor português num território que é natural para a marca: a música. Este ano, voltámos a ser a cerveja oficial e um dos principais patrocinadores do festival, reforçando uma presença que combina experiência premium, inovação, socialização e sustentabilidade. No fundo, o NOS Alive permite-nos materializar aquilo que queremos ser enquanto marca. Uma marca que refresca a vida social das pessoas e que cria experiências e momentos de consumo capazes de se transformarem em ligações reais. Nesta edição, a nossa presença ganhou ainda mais força através do conceito global “Os fãs têm mais amigos”, que parte de uma verdade simples: quando as pessoas partilham uma paixão, existe uma maior abertura para conversar, descobrir afinidades e criar novas conexões.
De que forma este patrocínio contribui para objetivos como notoriedade, consideração e preferência de marca?
Em primeiro lugar, pela visibilidade e escala que um evento como o NOS Alive tem, bem como a relevância cultural. Sendo que, para a Heineken®, o mais importante é que essa presença não seja apenas exposição de marca.
A consideração constrói-se quando conseguimos acrescentar valor real à experiência dos festivaleiros, neste caso, fazê-mo-lo através da Heineken House, do Palco Heineken, do espetáculo de drones e com o “Clinker”, uma pulseira inteligente que, através do brinde cruza os gostos musicais dos festivaleiros via Spotify e ajuda a criar ligações entre fãs. É precisamente este tipo de experiências que reforça a preferência, ao associar a Heineken® a momentos positivos, memoráveis e premium. Queremos que a Heineken® não seja apenas uma presença no festival, mas uma marca que contribui para tornar esta experiência mais envolvente, aspiracional e social.
Como é que a Heineken trabalha a experiência de marca num contexto tão competitivo como um festival de música?
Trabalhamos a experiência sempre de forma integrada, e não com ativações isoladas. No NOS Alive, a presença da Heineken® acompanha o percurso real do festivaleiro: começa antes da entrada no recinto, na Estação de Algés, ganha expressão na Heineken House com o “Clinker”, continua no Palco Heineken e prolonga-se em momentos de celebração coletiva, como o espetáculo de drones. Esta abordagem permite-nos estar presentes em diferentes momentos sempre com uma narrativa comum: mostrar que a música e as paixões partilhadas podem aproximar pessoas.
Num festival com muitas marcas e estímulos, acreditamos que a diferença está em criar experiências com significado. A tecnologia, o entretenimento e a criatividade só fazem sentido se ajudarem a tornar a experiência mais humana e memorável.
Quais foram as principais ativações da marca para o NOS Alive 2026 e o que as distinguiu de edições anteriores?
As principais ativações foram a Heineken House, a estreia do “Clinker” em Portugal, a ativação na Estação de Algés, o Palco Heineken e o espetáculo de drones. O que distinguiu esta edição foi a forma como todas estas ativações estiveram ligadas pela mesma narrativa: o conceito “Os fãs têm mais amigos”, que parte do insight de que as paixões partilhadas pelas comunidades de fãs são a forma mais rápida e genuína de criar ligações entre as pessoas. A Estação de Algés funcionou como o primeiro capítulo da experiência, através de uma instalação criativa construída a partir de projeções sobre os gostos musicais do público do NOS Alive, que mostra aos festivaleiros que estão rodeados de pessoas com gostos musicais semelhantes.
Dentro do recinto, tivemos a Heineken House, a grande novidade desta edição em termos de espaço físico, com a icónica estrela vermelha em destaque e pensada como ponto de encontro social entre festivaleiros com interesses musicais semelhantes, onde decorreu a ativação do “Clinker”, que transforma esse potencial de afinidade numa interação real. Esta pulseira inteligente sincroniza dados de consumo musical de cada utilizador via Spotify e é colocada à volta de um copo ou lata Heineken®. O momento do brinde serve para perceber o grau de “match musical”, quando dois dispositivos entram em contacto, o “Clinker” cruza os dois perfis musicais, respondendo através de sinais luminosos que indicam o nível de compatibilidade entre ambos.
Já o Palco Heineken® reforçou a nossa ligação histórica à música e o espetáculo de drones criou um momento partilhado por todo o recinto. Este
espetáculo regressou, este ano, com uma escala maior, passando de 500 para 750 drones, numa coreografia visual desenvolvida em parceria com a NOS e a Everything Is New.
O “Clinker”, lançado no Coachella, chega agora a Portugal. Que papel desempenha esta inovação na estratégia da Heineken?
O “Clinker” é um excelente exemplo da forma como a Heineken® continua a inovar para criar experiências que acrescentam valor à presença da marca nos grandes festivais de música. Mais do que uma inovação tecnológica, trata-se de uma ferramenta concebida para materializar o conceito global “Os fãs têm mais amigos”, mostrando como as paixões partilhadas podem aproximar pessoas de forma natural. Acreditamos que os festivais são espaços privilegiados para criar ligações e, por isso, procuramos desenvolver experiências que vão além do consumo e que tornam a participação no evento mais memorável. O “Clinker” enquadra-se precisamente nesta estratégia: utiliza a tecnologia para potenciar a interação entre festivaleiros, reforçando a ligação da Heineken® ao território da música e consolidando o posicionamento da marca como promotora de experiências premium, inovadoras e relevantes para os consumidores.
De que forma esta pulseira inteligente, integrada com o Spotify, reforça o conceito de ligação entre fãs?
A integração do “Clinker” com o Spotify permite transformar os gostos musicais de cada utilizador num ponto de partida para criar novas ligações. Quando duas pessoas fazem um brinde, a tecnologia identifica afinidades entre os seus perfis musicais e revela artistas ou géneros em comum, tornando mais fácil iniciar uma conversa. No fundo, a tecnologia funciona como facilitadora na promoção de interações humanas, enquanto dá vida ao conceito “Os fãs têm mais amigos”.
Num festival onde milhares de pessoas partilham a mesma paixão pela música, o “Clinker” ajuda a tornar essas afinidades visíveis e a criar oportunidades para que desconhecidos se conheçam, conversem e partilhem momentos especiais. É uma forma de transformar um gesto simples, como um brinde, numa experiência social mais rica e memorável, prolongando o espírito de comunidade que caracteriza os festivais de música e reforçando o papel da Heineken® enquanto marca que aproxima pessoas através de experiências autênticas.
A Heineken House continuou a ser o epicentro da marca no festival. Como evoluiu este espaço enquanto plataforma de engagement?
A Heineken House evoluiu de um stand de marca para uma verdadeira plataforma de encontro, descoberta e celebração. É o espaço onde é possível viver o conceito da nossa campanha “Os fãs têm mais amigos”. Este ano, a Heineken House foi um dos pontos altos da nossa presença no NOS Alive. O espaço foi inspirado na icónica estrela da marca, integrou a experiência “Clinker” e foi pensado para refletir a forma de estar da Heineken® na
música: premium, inovadora e refrescante.
Mais do que entretenimento, foi uma forma de materializar o posicionamento global da marca no território da música e da socialização. Estamos muito satisfeitos com a forma como o espaço também evoluiu ao longo das várias edições, sendo que este ano foi possível criar mais engagement com os festivaleiros – embora a Heineken House tenha uma zona VIP, o piso zero é de acesso a todos os visitantes, e conta a ativação do “Clinker”, bar e animação com DJ, o que possibilitou momentos de convívio memoráveis.
A presença da marca estendeu-se da Estação de Algés ao Palco Heineken até um espetáculo de drones. Qual a importância desta abordagem integrada?
Esta abordagem permitiu construir uma experiência contínua. Queríamos que a presença da Heineken® acompanhasse todos os momentos do festival, desde a chegada até às ações no recinto. Na Estação de Algés, começámos por tornar visível o potencial de afinidade entre fãs, com mensagens criativas baseadas em dados sobre gostos musicais do público. A partir do cruzamento de dados da Global Web Index, Spotify Charts e da análise do cartaz, estimámos quantos fãs de diferentes géneros musicais estariam presentes durante os três dias. Depois, dentro do recinto, a Heineken House e o “Clinker” transformaram esse potencial numa interação real. Além disso, o Palco Heineken continuou a afirmar-se como um espaço de descoberta e diversidade musical. Já o espetáculo de drones prolongou a presença da marca para além dos seus espaços físicos, criando um momento coletivo para todo o festival.
Que KPIs são prioritários na avaliação do sucesso da presença da Heineken no festival?
Avaliamos o sucesso de forma integrada. Naturalmente, métricas como participação, interações, alcance, notoriedade e conversa gerada são importantes para perceber a adesão dos festivaleiros e o impacto da presença da marca. Mas, para a Heineken®, o mais relevante é perceber se acrescentámos valor real à experiência vivida pelos consumidores e se aumentámos a nossa relevância junto do público local. Queremos saber se as pessoas experimentaram, conversaram, partilharam, associaram a Heineken® a inovação, socialização e música, e se saíram da experiência com uma memória positiva da marca. Mais do que métricas isoladas, queremos perceber se ajudámos a criar momentos reais de ligação e socialização.
Que papel continuarão a ter os festivais na estratégia da marca e que evolução podemos esperar nas ativações futuras?
Os festivais continuarão a ter um papel muito relevante na estratégia da Heineken® porque são espaços onde a música, socialização e experiência premium se encontram de forma natural. A nossa presença em eventos como o NOS Aalive, o NEOPOP, o Brunch Electronik Lisboa e o YARD permite-nos reforçar a relação com o consumidor português, mostrando também a diversidade da marca no território da música.
No futuro, acreditamos que as ativações serão cada vez mais integradas, imersivas e relevantes. A tecnologia terá um papel importante, mas sempre como meio, nunca como fim. O objetivo continuará a ser sempre tornar a experiência mais humana, mais participativa e mais memorável, para criar momentos que refrescam a vida social e aproximam pessoas através de paixões partilhadas.












