Em Itália, o café não é uma tendência, é um gesto quotidiano. Um momento breve, mas carregado de significado. Bebe-se ao balcão, em poucos segundos, mas com uma exigência absoluta. Não há distracções, há foco no essencial: o sabor, a textura, o equilíbrio. Num mercado onde o imaginário italiano se tornou uma referência aspiracional, o café passou também a ser um território de interpretação. Nomes, símbolos, referências culturais, tudo contribui para uma percepção imediata de autenticidade. Mas nem tudo o que evoca Itália carrega, de facto, a sua essência. O verdadeiro café italiano não nasce de uma tendência. Nasce de uma história, de um rigor e de uma identidade que não se reproduz. “Il vero caffè italiano” não se explica, reconhece-se.
Uma herança que define o presente
Falar de café italiano é falar de cultura. De ritual, de exigência, de detalhe. De uma forma muito própria de extrair o melhor de cada grão. É neste contexto que marcas como a Lavazza construíram o seu legado: desde 1895, sob o comando da mesma família (Lavazza) a aperfeiçoar blends, a dominar perfis de torra e a garantir consistência em cada chávena.
Em Portugal, essa herança ganha expressão através da Daily Coffee, parceiro e distribuidor da marca, assegurando que esta cultura não é apenas representada, mas preservada no mercado e com o mesmo nível de exigência que a define na sua origem. Mas tradição, aqui, não é passado. É base. É estrutura. É identidade que evolui sem se descaracterizar.
Durante séculos, o espresso foi o símbolo máximo do café italiano: intenso, aromático, cremoso. Continua a ser, mas já não é o único palco.
Hoje, o café vive uma nova dinâmica: mais versátil, mais criativa, mais alinhada com diferentes momentos de consumo. Iced coffee, cold brew, bebidas com leites vegetais ou até coffee cocktails, novas formas de consumo que reflectem uma mudança clara de hábitos e vemos isso na comunicação da Daily Coffee desde Janeiro de 2026.
E é precisamente aqui que se distingue a verdadeira herança: a capacidade de inovar sem perder identidade. A Lavazza acompanha esta evolução com a mesma precisão com que construiu o espresso perfeito, respeitando o produto, valorizando a origem e explorando novas formas de o servir.
Entre tradição e inovação, existe consistência
Num mercado cada vez mais competitivo, a diferença já não está apenas no que se vê. Está na selecção dos grãos. No equilíbrio dos blends. No controlo da torra. Na experiência acumulada ao longo de décadas. Mas também na forma como essa qualidade é representada e entregue.
A consistência constrói-se ao longo do tempo e depende de quem a garante no terreno.
Em Portugal, essa ligação é assegurada por parceiros como a Daily Coffee, que partilham o mesmo nível de exigência e compromisso com a autenticidade. É isso que permite que, seja num espresso clássico ou numa abordagem mais contemporânea, exista sempre uma assinatura coerente.
Uma ligação pessoal à cultura do café
«Para mim, este tema nunca foi apenas profissional. Cresci com a cultura italiana, de Turim, no norte de Itália, dentro de casa, nos gestos simples, nos sabores e aromas, na forma como o café marca o ritmo do dia. Lembro-me de perceber cedo que não era apenas uma bebida. Era um ritual. Uma pausa. Um momento de ligação (exigente!), elegante e profundamente humano», revela Roberto Mulassano, fundador da Daily Coffee. Hoje, essa herança ganha uma nova responsabilidade: garantir que o que chega às pessoas respeita essa origem, com verdade e transparência. Porque, no café, como em tantas outras coisas, a diferença sente-se. Mesmo quando não se explica. Num mundo de decisões rápidas e estímulos visuais, é fácil confundir estética com autenticidade. Mas o café continua a ser, acima de tudo, sabor. E o sabor não se constrói por associação, constrói-se por conhecimento, tempo e exigência. Em Itália, diz-se muitas vezes que o café é uma questão de identidade. E talvez seja mesmo isso que faz toda a diferença. Há cafés que evocam Itália. E há cafés que a transportam.
Este artigo foi publicado na edição de Abril (n.º 357) da Marketeer.














