A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, está no centro de uma inesperada controvérsia depois de ter organizado a sua primeira grande viagem para influenciadores. O evento, realizado num resort de luxo no estado de Nova Iorque, pretendia aproximar criadores de conteúdos da tecnologia da empresa, mas acabou por gerar críticas nas redes sociais e reacender o debate sobre a imagem pública da inteligência artificial.
Batizado de “Summer Club” ou “OpenAI Summer Camp”, o encontro reuniu cerca de 30 influenciadores ligados a áreas como negócios, produtividade e lifestyle, que passaram alguns dias no resort Wildflower Farms, no vale do Hudson. O programa incluiu atividades como jantares, workshops sobre inteligência artificial, desafios criativos, ofertas personalizadas e até sessões de apicultura.
O objetivo passa por apresentar novas ferramentas, como o ChatGPT Work, e mostrar um lado mais humano e próximo da tecnologia. No entanto, muitos utilizadores questionaram a escolha de um cenário associado ao luxo e à natureza para promover uma indústria frequentemente criticada pelo consumo de energia e pelos impactos ambientais dos centros de dados.
A reação não se fez esperar, com vídeos e comentários críticos a acumularem milhões de visualizações e, em alguns casos, a terem mais alcance do que os próprios conteúdos produzidos pelos influenciadores presentes no evento. Parte das críticas incidiu também sobre a tentativa de associar a marca a experiências de bem-estar e comunidade, numa altura em que persistem preocupações relacionadas com o impacto da IA no emprego, na criatividade e na sociedade.
Alguns analistas interpretaram a iniciativa como uma tentativa de “suavizar” a imagem da inteligência artificial junto de novos públicos, recorrendo a estratégias típicas das marcas de moda, beleza ou turismo. A fórmula, porém, revelou-se mais complexa quando aplicada a uma empresa tecnológica que opera num setor sujeito a intenso escrutínio público.












