Onde os portugueses cortam para pagar o regresso às aulas

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20/08/2026
17:07
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Onde os portugueses cortam para pagar o regresso às aulas

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O regresso às aulas continua a ser um dos períodos de maior pressão financeira para as famílias portuguesas. Entre material escolar, manuais, tecnologia e outros equipamentos necessários para o início de um novo ano letivo, a maioria dos consumidores acredita que a despesa será superior à registada em 2025.

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De acordo com o mais recente estudo da ConsumerChoice, 83% dos portugueses espera que preparar o regresso às aulas seja mais caro este ano, enquanto 86% acredita que estes custos continuarão a aumentar nos próximos anos.

Quanto ao valor que as famílias esperam gastar, 43% dos inquiridos aponta para uma despesa entre 100 e 250 euros por filho. Apenas 10% prevê gastar menos de 100 euros por criança, evidenciando o peso que esta fase continua a ter no orçamento familiar.

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O material escolar é a categoria que deverá absorver uma parte significativa destas despesas, com cerca de 64% dos participantes no estudo a prever gastar mais nesta área, com os cadernos e blocos a surgirem entre os produtos que mais pesam no orçamento, seguidos pelo material de escrita e pelos manuais escolares.

Mas as despesas associadas ao regresso às aulas já vão muito além da tradicional lista de material. Quase metade dos inquiridos (49%) antecipa a compra de um computador ou tablet, confirmando o peso crescente da tecnologia na preparação do novo ano letivo.

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“A preparação de um novo ano letivo é um desafio financeiro para muitas famílias portuguesas. Os consumidores estão ainda mais atentos à forma como gerem o orçamento, equilibrando a necessidade de garantir materiais de qualidade com a realidade do aumento generalizado dos preços. Esta tendência mostra assim uma adaptação dos hábitos de consumo a um contexto económico que continua a exigir cada vez maior rigor na gestão das despesas”, afirma Nassrin Majid, diretora-geral da ConsumerChoice.

Os cortes para pagar o regresso às aulas

A pressão sobre o orçamento obriga também muitas famílias a fazer escolhas noutras áreas, com oito em cada dez consumidores a afirmar que reduz despesas para fazer face aos custos do regresso às aulas.

A restauração é a principal área afetada, com 69% dos inquiridos a indicar que reduz este tipo de gastos. Seguem-se o lazer (50%) e as férias (48%). Perante a necessidade de esticar o orçamento, comparar preços tornou-se também um comportamento quase generalizado, com 86% dos participantes a afirmar comparar os preços antes de comprar material escolar.

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Curiosamente, o estudo mostra que os consumidores não procuram apenas o produto mais barato, tendo em conta que, no momento da decisão, o preço e a qualidade e durabilidade dos materiais assumem exatamente o mesmo peso, sendo ambos apontados por 39% dos inquiridos como um dos principais critérios de compra.

Os dados sugerem, assim, um consumidor cada vez mais calculista perante um período tradicionalmente exigente para o orçamento familiar: procura poupar, compara alternativas e corta noutras despesas, mas continua a tentar equilibrar o preço com a necessidade de adquirir produtos que ofereçam maior durabilidade.

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