A alimentação e as bebidas não alcoólicas representam 20,74% do cabaz de consumo em Portugal em 2026, colocando o país na sétima posição entre os Estados-membros da União Europeia onde esta categoria tem maior peso.
Os dados do Eurostat mostram que a alimentação mantém uma presença relevante no orçamento das famílias portuguesas. O peso atual é também o quarto mais elevado da última década, depois dos valores registados em 2021, 2022 e 2025.
Em 2017, os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas representavam 19,6% do cabaz, o que significa um aumento de mais de um ponto percentual ao longo do período.
A par da alimentação, restaurantes e alojamento representam 16,7% do consumo, enquanto os transportes pesam 14,9%. A categoria de restauração e alojamento destaca-se ainda pelo crescimento do seu peso no cabaz, com mais 3,8 pontos percentuais face a 2017.
A saúde também reforçou a sua importância nas despesas dos portugueses. Em 2026, representa 6,4% do cabaz, contra 5,6% em 2017.
Dentro desta categoria, as despesas dentárias registaram uma evolução particularmente significativa, passando de 1,5% para 2,6% do cabaz. Portugal apresenta, neste indicador, o maior peso entre os países da União Europeia.
Já a habitação, água, eletricidade e gás representam 8,25% do cabaz de consumo. A metodologia do Eurostat não contabiliza algumas despesas, como prestações de crédito à habitação ou rendas imputadas aos proprietários.
Entre as categorias com menor peso estão os equipamentos domésticos e manutenção da habitação, com 4,96%, a informação e comunicação, com 2,75%, e os seguros e serviços financeiros, com 2,44%.
Nos produtos de tabaco e bebidas alcoólicas, o tabaco passou de 2,2% para 1,8% do cabaz desde 2017, enquanto a cerveja caiu de 0,5% para 0,3%. O vinho registou uma evolução inversa, passando de 0,9% para 1%.
Os dados permitem traçar um retrato da composição das despesas dos consumidores portugueses em 2026, com alimentação, restauração, transportes e saúde entre as categorias com maior peso.
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