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“O storytelling é fundamental na construção da relação com o consumidor”, Duarte Leal da Costa, diretor Executivo da Ervideira

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Sandra M. Pinto
29/04/2026
11:00
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Sandra M. Pinto
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Com mais de um século de história, a Ervideira tem vindo a consolidar um posicionamento que vai além da produção de vinho, afirmando-se cada vez mais como uma marca com identidade própria no setor vitivinícola. Em entrevista à Marketeer, Duarte Leal da Costa, Diretor Executivo da Ervideira, explica como a empresa tem procurado equilibrar tradição e inovação, num mercado cada vez mais competitivo e exigente.

Por Sandra M. Pinto

A aposta no branding, no storytelling e na criação de experiências de marca tem sido central na estratégia da empresa, que pretende reforçar a ligação emocional com o consumidor e diferenciar-se num segmento onde a oferta é cada vez mais alargada. Segundo o responsável, este caminho tem permitido consolidar o posicionamento premium da Ervideira, tanto no mercado nacional como internacional.

Como se gere hoje uma marca com mais de um século, mantendo coerência entre tradição e relevância no mercado atual?
A gestão assenta no equilíbrio entre tradição e inovação. A Ervideira mantém-se fiel aos seus valores fundadores, ao mesmo tempo que incorpora inovação de forma contínua. Essa consistência ao longo do tempo é vista como uma vantagem competitiva, permitindo reforçar credibilidade e autenticidade no mercado.

Em que momentos a Ervideira deixou de ser apenas uma produtora de vinhos para se afirmar como marca?
Cada vez mais procuramos afirmar-nos como uma marca, e não apenas como produtores de vinho. O objetivo é que a marca tenha um peso superior ao próprio produto, levando os consumidores a escolherem-nos pela identidade e pelos valores que representamos. Foi com essa visão que nasceu o Invisível, marcando um passo importante no fortalecimento da Ervideira enquanto marca. Ainda assim, reconhecemos que, apesar do crescimento e da notoriedade alcançada, ainda existe um elevado potencial de crescimento e consolidação no mercado.

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Até que ponto a história funciona como ferramenta de diferenciação no posicionamento da Ervideira?
A história é um elemento central e diferenciador. Funciona como um fio condutor estratégico, ajudando a orientar decisões e a garantir coerência. As raízes da marca permitem evitar dispersão e reforçam a sua identidade no mercado.

A inovação é hoje uma assinatura da marca. Quando passou a ser um pilar estratégico?
A inovação tornou-se um pilar estratégico desde a retoma da atividade, no final dos anos 80. Desde então, tem sido uma constante, com marcos relevantes como a introdução da Touriga Nacional no Alentejo e a produção do primeiro espumante certificado da região. Esta aposta contínua consolidou a inovação como elemento identitário da marca.

Casos como o vinho “Invisível” mostram uma abordagem disruptiva. A inovação é pensada mais como marketing ou como produto?
A inovação é pensada, em primeiro lugar, ao nível do produto. Só depois é trabalhada a componente de marketing. A lógica da Ervideira é que sem um produto sólido, qualquer esforço de marketing será insustentável. O caso do “Invisível” reflete exatamente essa abordagem.

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Como definem atualmente o posicionamento da Ervideira no mercado nacional e internacional?
A Ervideira posiciona-se no segmento premium, apostando na notoriedade, diferenciação e qualidade. Procura afastar-se de uma lógica de consumo massificado, valorizando uma proposta mais exclusiva e distintiva.

Que papel têm o branding e o storytelling na construção da relação com o consumidor?
O branding e o storytelling são fundamentais na construção da relação com o consumidor. Permitem diferenciar o produto num mercado saturado e criar uma ligação emocional com a marca. Sem estes elementos, o vinho tende a ser percecionado como uma commodity.

Os sunsets da Ervideira tornaram-se uma extensão da marca. São uma ação de ativação pontual ou parte central da estratégia de marketing experiencial?
Os sunsets são uma ação de ativação pontual, embora recorrente. Apesar de integrarem a estratégia de marketing experiencial, não são um elemento central, funcionando antes como um complemento que reforça a proximidade com o consumidor e a experiência de marca




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