Após anos de resultados negativos, Victoria Beckham está finalmente a colher os frutos do trabalho persistente na sua marca de moda. Em 2023, a Victoria Beckham Holdings Ltd. viu as suas receitas crescerem mais de 50% e reduziu as perdas operacionais para 2,9 milhões de libras (cerca de 3,6 milhões de dólares), aproximando-se da tão desejada rentabilidade — um feito raro entre marcas independentes de luxo.
A designer, que se tornou conhecida nos anos 90 como uma das Spice Girls, tem-se reinventado nos últimos anos como uma figura central no universo da moda e da beleza. Lançou com sucesso uma linha de fragrâncias, tornou-se destaque numa série documental sobre o marido, David Beckham, e prepara-se agora para ser protagonista do seu próprio documentário na Netflix, previsto para o outono, que mostrará o seu quotidiano como diretora criativa das suas marcas.
Em 2024, Victoria surpreendeu ao apresentar pela primeira vez uma coleção resort num evento físico exclusivo no Centurion New York, da American Express. A escolha do local, segundo a própria, surgiu de uma conversa casual com Anna Wintour e Tom Brown. “Nova Iorque foi onde tudo começou para mim, em 2008, e quis voltar às raízes”, revelou em entrevista à Business of Fashion.
A reestruturação da marca — que passou pela fusão de linhas e ajustamento do posicionamento de preço — tem sido fundamental para esta nova fase. “Quis desafiar a minha equipa a criar peças executadas na perfeição com tecidos de qualidade, mas com um preço acessível dentro do luxo”, explicou.
Além da expansão internacional, com planos para abrir uma loja em Nova Iorque já em 2025, Victoria aposta na proximidade com o cliente como diferencial.
Enquanto a marca ainda depende de investimentos dos acionistas — entre eles, Beckham, David Beckham, a XIX Management e o fundo NEO Investment Partners —, o crescimento sustentado e o foco na experiência do consumidor parecem estar a consolidar o caminho para o sucesso.












