O que difere na subscrição de produtos e serviços?

Serviços que assentam em modelos de subscrição como Netflix e Spotify têm conquistado utilizadores fiéis um pouco por todo o mundo, mas o mesmo não parece acontecer quando as subscrições são aplicadas a produtos físicos – receber em casa uma escova de dentes nova a cada três meses, por exemplo. Um estudo de Janeiro deste ano da YouGov revela que 80 a 85% dos internautas norte-americanos nunca subscreveu um produto de um retalhista.

Segundo o eMarketer Retail, as subscrições já tomaram conta do streaming mas não têm conseguido captar a mesma atenção – e com a mesma duração – no campo dos produtos. Ainda assim, olhando para aqueles que subscrevem produtos físicos, o YouGov revela que as principais categorias são Saúde e Higiene (lâminas e champô, por exemplo), Artigos para o Lar (como papel higiénico e detergente para a roupa) e Beleza (maquilhagem, cremes de rosto). Só depois aparecem os produtos de mercearia e kits para preparar refeições.

E o problema não está apenas no número reduzido de pessoas que nunca subscreveu. Está também no número de pessoas que subscreveu mas que decidiu cancelar o pedido, sendo esse valor mais elevado junto dos produtos de Beleza e Cosmética.

O eMarketer Retail sublinha que os retalhistas e marcas terão de perceber como optimizar a sua proposta de valor de modo a converter e manter os clientes: apenas 23% dos subscritores de caixas de produtos de mercearia acharam que o serviço era benéfico ou útil (dados da Digitas e The Harris Poll).

As maiores preocupações dos consumidores com este tipo de subscrição parecem ser o risco de gastar mais dinheiro do que seria necessário, não receber os produtos certos na altura certa e atrasos nas entregas.

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