«O Mimo é um festival com oportunidades para as marcas»

O Mimo regressa a Amarante já na próxima semana, entre os dias 21 e 23. Na bagagem traz artistas de 10 nacionalidades e uma programação que vai da música ao cinema e educação. Lu Araújo, directora do festival, conta à Marketeer que a edição deste ano – apenas a segunda em Portugal – terá um recinto maior e uma zona de restauração reorganizada. A responsável antecipa um aumento de pelo menos 50% no número de visitantes, sendo que em 2016 conquistaram 24 mil pessoas.

O Mimo é um festival gratuito que aproveita as estruturas da cidade que o acolhe. É por isso que será possível, por exemplo, ouvir Herbie Hancock no Parque Ribeirinho, ver um filme sobre Tim Maia no Museu Amadeo de Sousa-Cardozo e assistir a uma Chuva de Poesia no Largo de São Gonçalo, entre outros locais de Amarante.

Lu Araújo garante que «tudo tem público» e que  nunca cancelaram nada por falta de pessoas. «Por vezes temos até dificuldade em acomodar o público todo», conta a responsável, acrescentando que a primeira edição foi um sucesso tão grande que foram apontados apenas dois problemas: animais que se perderam dos donos e falta de tampões ou auscultadores para crianças. Tanto um como o outro estão a ser pensados e resolvidos.

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Conquistar marcas

Este ano, a única novidade na lista de patrocinadores do Mimo em Amarante é a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que marcará presença através do programa “Mimo Sem Barreiras”. A instituição junta-se aos parceiros que já se tinham associado ao festival, incluindo Millennium bcp, Turismo do Porto e Norte de Portugal, Município de Amarante e Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.

Lu Araújo considera que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é uma grande conquista, contudo «é claro que ainda faltam outros». A responsável acredita que «o Mimo tem potencial para ter outras marcas», mas que é um trabalho que poderá demorar algum tempo, já que «as pessoas ainda não conhecem o Mimo, ou conhecem pouco, e é um festival que está numa região sem tradição de festivais».

Lu Araújo considera também que o Mimo, por estar em Amarante, é um festival com oportunidades para as marcas, já que apresenta vários locais onde poderão fazer activações. «Acho muito bom marcas que tenham vontade de fazer experiências para o público. Como é gratuito, você já vai feliz. Os visitantes estão mais predispostos a aproveitar o festival e a conhecer outras coisas.»

Contudo, «é uma batalha que não é fácil», especialmente porque «existem muitos festivais em Portugal» e as marcas já estão lá. Mas Lu Araújo sublinha que o Mimo é um festival diferente, nem melhor nem pior, mas diferente, nomeadamente na sua vertente mais cultural e humanista.

Relativamente às marcas que gostava de ver por lá, Lu Araújo dá como exemplo o Brasil, onde três grandes empresas do mercado financeiro apoiam o Mimo. Essa poderá, por isso, ser uma área a explorar em Portugal. «O Mimo tem essa coisa de ser popular e sofisticado ao mesmo tempo e as empresas que se juntarem têm de ter as mesmas características, não podem querer só quantidade. Esse é o perfil das empresas que se poderiam associar ao Mimo», conclui.

A pensar na captação de novos parceiros, o Mimo criou um departamento de consultoria para apresentação comercial, aproveitando uma equipa que saiu do Rock in Rio. Ao longo do ano, apresentaram o Mimo a 50 marcas e, apesar de não terem fechado com nenhuma, «todas elas receberam o projecto com interesse».

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Próximo passo

Ainda na sua segunda edição em Amarante, o Mimo não tem planos, para já, no sentido de se expandir para outras cidades portuguesas, mas Lu Araújo não descarta a hipótese. É, no entanto, algo que requer muito trabalho e tempo porque «o Mimo não é um festival em série, tem uma certa dose artesanal e cada caso é um caso».

A responsável avança que já foram procurados por algumas cidades e que tem vontade em levar o evento para outras direcções. Caso aconteça, a direcção Sul será o caminho, sendo que Lu Araújo gostava de explorar a região de Lisboa.

Texto de Filipa Almeida

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