Por Danielle Wippel, diretora Jurídica da JCDecaux Portugal
O setor de Out-of-Home (OOH) em Portugal atingiu uma robustez sem precedentes. No entanto, acreditamos que os avanços só cumprem o seu propósito se forem acompanhados por um quadro ético à altura. Ao formalizarmos o nosso Código de Conduta de Comunicação Exterior, em julho de 2022, fizemo-lo movidos por um espírito de aprendizagem: compreendemos que, sem integridade e respeito pelo cidadão, a publicidade corre o risco de perder a sua relevância e a capacidade de gerar uma ligação positiva e autêntica com a comunidade.
Reconhecemos a responsabilidade particular que temos ao gerir espaços que fazem parte do quotidiano de milhões de pessoas. Não trazemos esta reflexão como detentores de uma verdade absoluta, mas como parceiros que acreditam que o futuro do nosso setor depende de uma confiança renovada entre marcas, cidades e, sobretudo, na confiança dos cidadãos.
A nossa atividade interliga-se profundamente com a vida das populações e com a missão das autarquias. O mobiliário urbano não é apenas um suporte. É um serviço. Através do investimento das marcas, conseguimos oferecer às cidades equipamentos de alta qualidade – desde abrigos de passageiros a sanitários e uma plataforma de comunicação institucional para as câmaras – que melhoram o conforto e a conectividade urbana sem custos para os contribuintes. É um modelo de desenvolvimento sustentável e de valor partilhado que honramos com rigor.
O compromisso de “Brand Urbanism” permite-nos ser um braço direito das autarquias na modernização do espaço público, ao transformar a publicidade num ativo social que gera um real valor para quem vive a cidade.
Para a JCDecaux, atuar em conformidade com a legislação é apenas o ponto de partida. Ser ético é o dever coletivo do setor, assente em pilares como responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma missão que não pode ser cumprida em isolamento, pois a fragmentação é hoje o maior entrave à evolução da missão do OOH.
Acreditamos que o futuro passa por uma convergência que transcende siglas e se centre numa visão partilhada. A adesão a princípios robustos de autorregulação não deve ser vista como uma mera formalidade, deve antes ser um imperativo de responsabilidade e que testemunhe a nossa maturidade social.
É fundamental aprofundar a interlocução institucional que assegure um “selo de qualidade”. Só assim garantimos que as melhores práticas são o padrão e que o rigor, o investimento e a seriedade são o que nos definem.
O convite ao setor é simples: demonstremos com mais ações o nosso papel de valorização do espaço público. As cidades são de todos. A responsabilidade também.














