O futuro é em directo e on-demand

Os eventos em directo e os serviços por subscrição vão desempenhar papéis de relevo já este ano, estando prevista a sua continuidade também nos seguintes. A conclusão é apresentada pela Deloitte no estudo “Technology, Media & Telecom Predictions 2018”.

De acordo com a consultora, as transmissões em directo vão gerar mais de 545 mil milhões de dólares (443 mil milhões de euros) em receitas directas até ao final deste ano. A par dos directos, encontram-se os conteúdos on-demand, que podem ser vistos a qualquer hora e em qualquer local/dispositivo.

A Deloitte indica que a subscrição de conteúdos digitais está a atrair cada vez mais consumidores, prevendo que 50% da população adulta nos países desenvolvidos possuam duas subscrições deste género até ao final deste ano. Caso a estimativa seja cumprida, representará um aumento de 20% relativamente a 2017.

Até 2020, o número de subscrições por pessoa deverá duplicar para quatro, elevando para mais de 680 milhões as subscrições de serviços digitais. Netflix, Spotify, Apple Music e Amazon Prime Video são alguns exemplos de serviços, sendo que os principais conteúdos subscritos são séries, música e jogos online.

Sérgio do Monte Lee, partner e Technology, Media & Telecom leader da Deloitte, justifica a ascensão dos directos e do on-demand com a maior capacidade de banda larga, o aumento do número de dispositivos, os ecrãs cada vez maiores e a facilidade de adesão aos serviços.

«Os consumidores querem acesso a conteúdos exclusivos, quando e onde lhes for mais conveniente. Por outro lado, querem também acompanhar em directo os eventos mais relevantes, para que possam partilhar opiniões e experiências em tempo real, nas redes sociais e noutros canais», acrescenta o mesmo responsável.

Mais smartphones

O estudo da Deloitte traça ainda um cenário possível para o futuro dos smartphones: sim, as vendas irão continuar a aumentar e, em 2023, deverão ser vendidos cinco milhões de telemóveis inteligentes por dia. Em valor, as vendas deverão chegar aos 650 mil milhões de dólares (528 mil milhões de euros) por ano, ou seja, uma média de 350 dólares (284 euros) por dispositivo.

Além disso, a tendência será para interagir cada vez mais com os smartphones, numa média de 65 vezes diárias. Trata-se de um aumento de 20% em relação a este ano.

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