O futuro do entretenimento em Portugal

Por Carlota Campos, project manager Fever Originals Portugal da Fever

O chamado ‘freedom day’, que chegou recentemente a Portugal com a última fase do desconfinamento, era ansiado há largos meses por muitos de nós. Sobretudo, quando olhamos para o sector da cultura e do entretenimento, que foram dos mais afectados por esta crise mundial que nos tem acompanhado ao longo dos últimos 18 meses.

A verdade é que Reinvenção foi a palavra que serviu de mote para a sobrevivência destes sectores. Vimos, ao longo deste Verão, que um número crescente de eventos ao ar livre, cumprindo todas as regras de segurança e distanciamento, começou a trazer uma nova esperança às marcas e às pessoas que ansiavam (e precisavam) de um regresso à dita normalidade.

E, ainda que seja muita a vontade de tentar regressar aos costumes anteriores à pandemia, a verdade é que os hábitos dos consumidores foram mudando e os promotores têm de adaptar-se também a essa mudança. Mais do que nunca, sentimos que as pessoas planeiam com maior antecedência a compra de um bilhete para um evento ou uma experiência. E isto deve-se a vários factores. Existe uma sensação de maior procura, agora que o sector está a retomar a normalidade, e o consumidor não quer perder a oportunidade de assistir àquele espectáculo por que tanto ansiava. Além disso, ao longo dos últimos tempos assistimos a um genuíno esforço por parte dos promotores no que se refere ao cumprimento das regras de segurança, o que reforçou também a confiança dos portugueses neste sector, permitindo-lhes estar com um maior à-vontade em espaços ao ar livre, com um grupo maior de pessoas, mesmo que se trate de um ambiente controlado.

E como vemos nós o futuro do entretenimento? Com grande parte da população já totalmente vacinada, o sentimento de confiança e a vontade para regressar aos eventos presenciais é cada vez maior. O nosso sistema de análise de dados conta com modelos preditivos que observam tendências de interesse de milhões de eventos em todo o mundo e os dados apontam para um especial interesse por concertos e eventos musicais. A verdade é que, por mais que o digital tenha sido a solução rápida e eficaz para muitas marcas, empresas e mesmo eventos se reinventarem, nada consegue substituir a ida a um concerto presencialmente, a uma festa onde possa ouvir-se boa música e dançar com os nossos amigos.

O aumento na venda de bilhetes para experiências em espaços indoor mostra que as pessoas começam a ter uma confiança crescente neste tipo de eventos. É verdade que o consumidor mudou, mas mantém-se fiel. Fiel aos artistas de sempre e aos concertos que não quer deixar de acompanhar. Fiel aos promotores que se reinventaram para continuar a responder às suas necessidades durante a pandemia. Fiel aos que não baixaram os braços e acreditaram que poderiam existir soluções para continuar a oferecer cultura aos portugueses.

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