Pelo segundo ano consecutivo, a Symington Family Estates marca presença no Primavera Sound Porto, levando os vinhos do Douro e o Vinho do Porto a um dos maiores festivais de música do país. Em entrevista, Rita Veiga Bulhosa, responsável pelos eventos e ativações da empresa, explica como a experiência permite aproximar novas gerações do vinho, criar momentos de consumo descontraídos e reforçar a ligação entre tradição e contemporaneidade.
Por Sandra M. Pinto
Com wine bars pensados para integrar-se de forma natural no festival, Altano e Cockburn’s procuram transformar cada prova num momento memorável, proporcionando contacto direto com o público nacional e internacional e mostrando que o vinho português faz parte de experiências culturais e sociais atuais.
Este é o segundo ano consecutivo da Altano e Cockburn’s como parceiros oficiais do Primavera Sound Porto. Qual o principal valor que vê nesta parceria?
O principal valor está na ligação entre o vinho e a cultura atual. O Primavera Sound Porto é um festival com uma identidade muito própria e um público nacional e internacional, o que nos permite posicionar a Altano e a Cockburn’s num contexto urbano, criativo e relevante. É uma oportunidade de mostrar que os vinhos do Douro e o Vinho do Porto fazem parte de momentos de convívio e experiências únicas, permitindo-nos também ter contacto direto com o consumidor. Ao mesmo tempo, temos vindo a reforçar a nossa presença em territórios ligados à arte e à cultura, como uma extensão natural do nosso legado, e a criar novos momentos de consumo mais descontraídos e próximos das pessoas, onde cada experiência se torna memorável.
Como descreve a experiência de levar vinhos do Douro e Vinho do Porto a um festival de música de grande dimensão?
É uma experiência muito enriquecedora, porque nos permite retirar o vinho do seu contexto mais tradicional e levá-lo para um ambiente completamente diferente, num festival num espaço icónico como o Parque da Cidade, com uma diversidade e curadoria musical únicas. Sem dúvida, é um privilégio fazermos parte deste festival como patrocinador oficial de vinho. Este contexto desafia-nos a pensar o vinho de forma mais versátil e próxima das pessoas, criando momentos de consumo informais e espontâneos.
Que objetivos a Symington Family Estates pretende alcançar com esta presença junto de um público maioritariamente jovem e internacional?
O principal objetivo é aproximar novas gerações do vinho e mostrar que o Vinho do Porto e os vinhos do Douro se adaptam a diferentes ocasiões. No caso da Cockburn’s, fazemos diretamente isso com o ‘Porto Tónico’, uma bebida leve, refrescante, capaz de conquistar o público mais jovem e internacional.
Que tipo de experiências e ativações os visitantes podem esperar nos wine bars da Altano e Cockburn’s durante o festival?
Nos wine bars da Altano e da Cockburn’s, os visitantes vão encontrar diferentes vinhos das gamas Altano e Cockburn’s, assim como outros vinhos do portfolio Symington. Os bares foram desenhados e criados para se integrarem de forma orgânica no festival, proporcionando uma experiência natural e acolhedora, pensada para socializar, explorar os vinhos e criar momentos de consumo que fiquem na memória de cada pessoa.
Como equilibram a tradição do Vinho do Porto com a proposta mais contemporânea da Altano para atrair diferentes perfis de público?
A Cockburn’s traz a tradição e a dimensão emocional da partilha e da relação próxima entre pessoas, enquanto a Altano oferece leveza e flexibilidade, muito alinhada com novos momentos de consumo e com o objetivo de desmistificar o vinho, tornando-o mais acessível. Juntas, permitem-nos chegar a diferentes públicos e contextos de forma autêntica e envolvente, mantendo sempre a essência e notoriedade das marcas.
De que forma a participação em festivais de música reforça a ligação entre vinho e cultura para a Symington Family Estates?
Estar presente em festivais permite-nos mostrar que o vinho faz parte de experiências culturais, musicais e sociais. É uma forma de criar contacto direto com o público e reforçar a perceção das marcas como históricas, mas vivas e próximas das pessoas. Cada copo serve para criar memórias, partilhas e emoções.
Que mensagem ou experiência querem transmitir aos visitantes através destas ativações?
O objetivo é que os visitantes vivam o vinho de forma descontraída e memorável. Queremos criar momentos de convívio, partilha e descoberta, onde as pessoas aproveitem o festival, celebrem a vida e a partilha, e a experiência com a marca se torne positiva, envolvente e capaz de permanecer na memória de cada um.
Que aprendizagens retiraram da primeira edição no Primavera Sound Porto que estão a aplicar nesta segunda participação?
Aprendemos a simplificar a experiência e a tornar a oferta mais clara e interativa. Este ano, focamo-nos em facilitar a experimentação, melhorar a fluidez dos espaços, criar momentos mais próximos das pessoas e explorar a criatividade na forma como apresentamos os vinhos e interagimos com o público. Há sempre muito a aprender, e que seja sempre assim!
Como medem o impacto da presença das marcas em eventos deste tipo, em termos de notoriedade e engagement com o público?
Medimos o sucesso através do consumo, da interação nos espaços e, sobretudo, da forma como o público se envolve com as marcas. O mais importante é criar uma ligação emocional que faça com que, na escolha do vinho numa garrafeira, supermercado ou numa carta de restaurante, os consumidores se lembrem: ‘Bebi este vinho, ou este cocktail, no Primavera Sound’, e nos deem preferência no momento da compra. É nessa criação de valor que fazemos a diferença.
Que papel considera que eventos culturais como este têm na promoção do vinho português cá e lá fora, dado que muito do público é estrangeiro?
Eventos como o Primavera Sound são fundamentais para mostrar o vinho português de forma positiva. Para muitos visitantes internacionais, é o primeiro contacto com o Douro ou com o Vinho do Porto, ajudando a modernizar a perceção e a mostrar que o vinho português faz parte de um estilo de vida atual e global. Em Portugal, temos vinhos muito especiais, produzidos em paisagens únicas, que nos devemos sentir orgulhosos como portugueses da qualidade e da singularidade que os nossos vinhos oferecem.














