O ChatGPT dita quem entra no jogo, o Google decide quem ganha

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<a class="nc-op-nome" href="https://marketeer.sapo.pt/colunista/marco-gouveia/">Marco Gouveia</a><span class="nc-op-cargo">, CEO da Escola de Marketing Digital</span>
16/07/2026
20:02
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Marco Gouveia, CEO da Escola de Marketing Digital
16/07/2026
20:02
O ChatGPT dita quem entra no jogo, o Google decide quem ganha

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Opinião de Marco Gouveia, CEO da Escola de Marketing Digital e autor do livro “Marketing Digital – O Guia Completo”

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A forma como as pessoas pesquisam na internet mudou radicalmente e quem trabalha em marketing digital precisa de acordar para esta realidade o quanto antes. Se o teu negócio aparece nos primeiros lugares do Google, mas é completamente ignorado pelas ferramentas de inteligência artificial generativa, estás a deixar uma fatia gigante de potenciais clientes para a concorrência. 

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Ao contrário do que alguns dizem, a inteligência artificial não veio matar o SEO. O que está a acontecer não é uma substituição, mas uma fragmentação da forma como as pessoas pesquisam. O ChatGPT é muito usado para descoberta, mas é no Google que continua a acontecer a conversão. Um estudo recente da Similarweb mostrou isso mesmo: a maioria dos utilizadores usa assistentes de inteligência artificial na fase inicial de descoberta de produtos e para pedir recomendações, no entanto, quando chega a altura de efetivamente fechar a compra, as pessoas continuam a fazê-lo no Google. Isto significa que se falhas num deles, o teu funil de vendas fica partido ao meio.

Estar bem posicionado no Google não garante que a inteligência artificial fale de ti. Não há qualquer relação de causalidade entre os dois. No SEO (Search Engine Optimization), trabalhamos para rankings, enquanto no GEO (Generative Engine Optimization), que é a otimização para estes motores generativos, trabalhamos para citações e menções. Estes novos algoritmos de IA não querem saber tanto do teu domínio, mas sim do que os outros estão a dizer sobre a tua marca na internet. Por isso, é preciso uma estratégia distinta para otimizar cada canal.

As pessoas são preguiçosas a pesquisar no Google, na medida em que usam (ou usavam!) apenas uma ou duas palavras, por exemplo, se queriam encontrar um hotel no Algarve, escreviam apenas “hotel algarve”. Já nas IAs, as pessoas são muito mais específicas e dão muito mais contexto, o que complica a vida a quem está a otimizar, porque não podemos simplesmente otimizar para 2 ou 3 keywords

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Posto isto, partilho abaixo algumas ações práticas que podes colocar em prática para otimizares a tua presença de forma a seres citado e/ou mencionado nas IAs:

  1. Estratégia “Parasita”

Os modelos de linguagem (LLMs) são altamente alimentados por plataformas com alta relevância para a Google, como Reddit, Wikipedia, LinkedIn, DECO, etc. Se reparares, o Reddit, especialmente, aparece de forma consistente entre as fontes mais citadas pelo ChatGPT e pelo Gemini. Portanto, o meu conselho é que te aproveites destas plataformas como um autêntico parasita. Comenta nos posts do Reddit já existentes sobre aquilo que ofereces e cria novos posts com as keywords para as quais queres aparecer. Os artigos do LinkedIn também estão a influenciar cada vez mais as citações, pelo que são uma ótima opção para apostar, além de páginas da Wikipedia sobre ti e o teu negócio, claro.

  1. Parágrafos Extraíveis

A IA não analisa a página por completo como o Google faz; ela lê a informação em blocos, em parágrafos, e vai ver se aquela informação foi mencionada em algum outro sítio relavante. Por isso, o teu conteúdo deve conter parágrafos que sejam totalmente autónomos e autoexplicativos. Se a IA extrair um parágrafo específico, ele tem de fazer sentido sozinho e dar a resposta que o utilizador procura. O utilizador tem de o conseguir perceber na perfeição, sem precisar de ler o resto do texto.

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  1. Mapeamento de Subperguntas

Queres saber o conteúdo que deves ter nas tuas páginas? Vai ao ChatGPT, faz-lhe as perguntas para as quais queres que a IA te mencione como resposta e, depois de ele responder, pergunta-lhe diretamente: “Que subperguntas usaste para chegares a esta resposta?”. A IA vai mostrar-te as questões que estruturam o pensamento do algoritmo e é exatamente a essas questões que tens de responder na tua página.

  1. Estrutura da Página

Nos projetos que gerimos, adotámos uma fórmula de arquitetura que tem trazido resultados muito bons. Dividimos a landing page em três blocos: o topo da página é desenhado para GEO (resumos diretos e respostas estruturadas para a IA); o meio da página foca-se no SEO tradicional (conteúdo longo, contextualizado e focado em palavras-chave); e o final da página funde ambas as vertentes. 

  1. Formatação rica

O Google sempre gostou de conteúdo longo e a IA também gosta. Não obstante, é importante estruturar esse conteúdo com bullet points, tabelas, key takeaways e perguntas frequentes (FAQs) com Schema Markup. O ideal é colocar FAQs em todas as páginas, seguindo a lógica que expliquei acima dos parágrafos autoexplicativos. Se fores a schema.org consegues criar facilmente estes parágrafos para as FAQs.

  • E-Commerce

Se trabalhas com e-commerce, preenche exaustivamente o catálogo técnico (peso, tamanhos, materiais, cores) e enriquece os títulos dos produtos (não fiques pelo básico “Camisola azul”!). Nas descrições dos produtos, por exemplo, podes também usar bullet points. Quanto mais dados estruturados deres, mais fácil é para o algoritmo te recomendar. 

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As pessoas querem já estar no futuro, mas a única forma de nós chegarmos ao futuro é estarmos no presente. E, no presente, é isto que tem estado a funcionar. Não basta fazer um bom trabalho de SEO para ser mencionado nas LLMS, é preciso ter um trabalho adicional específico para isso, mas felizmente já conseguimos perceber como estes novos algoritmos funcionam, agora é só colocar em prática!






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