O Guia de Praias, disponível em guiadepraias.pt, lançou a sua operação para a época balnear de 2026 com uma base estruturada de 769 praias portuguesas. A plataforma agrega informação dispersa em fontes públicas oficiais e organiza-a em fichas individuais indexáveis, pensadas para responder às pesquisas dos utilizadores durante o período de maior procura por destinos balneares.
Entre os dados reunidos estão as 441 praias distinguidas com Bandeira Azul em 2026, anunciadas em maio pela ABAAE, bem como informação sobre qualidade da água, praias acessíveis e classificação de praias marítimas. O objetivo é criar uma camada editorial e funcional sobre dados que já existem, mas que se encontram distribuídos por diferentes portais públicos.
«A premissa é simples: a informação já existe em datasets do Estado, mas está dispersa por vários portais, sem busca, sem mapa e sem ficha consolidada. O nosso valor é editorial e estrutural: não produzimos dados, organizamos os que existem», afirma o responsável do Guia de Praias.
O projeto combina informação da APA InfoÁgua, da ABAAE, do dados.gov.pt e dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira, apresentando cada praia numa página própria. A ideia, explica o responsável, é oferecer aos utilizadores um panorama mais completo das praias portuguesas, permitindo escolhas com base em dados concretos, como a qualidade da água, a existência de estacionamento, acessibilidades ou outras características relevantes.
Além das fichas individuais, o site inclui páginas dedicadas a distritos, regiões e rankings temáticos, procurando responder tanto a pesquisas geográficas como a intenções mais específicas dos utilizadores. Esta organização foi também pensada para reforçar a presença do projeto nos motores de busca e em novas formas de pesquisa assistidas por inteligência artificial.
Nos primeiros 30 dias, ainda antes do pico da época balnear, o Guia de Praias registou alguns milhares de acessos. A expectativa é que a procura aumente entre Junho e Setembro, período em que as pesquisas relacionadas com praias, bandeiras azuis, qualidade da água e acessibilidade tendem a ganhar relevância.
«Não somos uma autoridade oficial, somos um agregador transparente. Cada dado que publicamos é rastreável até à fonte primária com link direto. O nosso valor é a camada editorial que junta o que está disperso», acrescenta o responsável pelo projeto.
Com esta abordagem, o Guia de Praias procura posicionar-se como uma ferramenta útil para os consumidores numa altura do ano em que a oferta de praias é vasta, mas em que a escolha depende cada vez mais de informação clara, acessível e fiável.












