No Lx Factory, o La Ruda anima-nos com ritmos do México

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Maria João Vieira Pinto
22/05/2026
14:03
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Maria João Vieira Pinto
22/05/2026
14:03
No Lx Factory, o La Ruda anima-nos com ritmos do México

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A minha filha adora comida mexicana. Por isso, há três anos, no Dia da Mãe descomplicámos e fomos até ao Lx Factory experimentar a proposta que por lá se servia, no Mex Factory. Agora, o espaço mudou de nome, ajustou a carta e apresentou-se mais maduro. Por isso, em mais um Dia da Mãe, voltámos lá, e não nos arrependemos.

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M.ª João Vieira Pinto

O La Ruda – Cantina Mexicana é precisamente isso, um espaço descomprometido, mas com identidade, ou não tivesse projecto assinado pelo estúdio Autoctone e todo um mural do artista Pedro Peixe na enorme parede que serve de encosto à esplanada.

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O dia estava de sol e foi precisamente aí que nos sentámos, na esplanada, depois de recebidas com simpatia, sim, mas profissionalismo também.
A carta manteve alguns clássicos da casa anterior, que os clientes pediam e repetiam, mas apresenta novos pratos e ajustou uns quantos. O ideal é que vá com quem goste de partilhar, para que peça mais de o que uma ou duas sugestões. Verá que os diferentes sabores valem bem a pena e que o dia até ganha mais cor. Aliás, são os próprios responsáveis que confirmam que a carta «foi desenhada para circular à mesa, incentivando uma experiência colectiva, onde diferentes combinações se cruzam ao longo da refeição.»

Então, começando pelos tacos, há propostas como os de birria, preparados com carne cozinhada lentamente, o de rib eye grelhado – pedido pela filha e aplaudido – ou o camarón al chipotle – o que escolhemos e que estava perfeito.

Nas entradas, clássicos como o guacamole (não deixe de pedir que é feito na perfeição) ou os esquites andam de mãos dadas com diferentes propostas como tostadas de atum ou de robalo. Também fomos à tostada, é verdade. À de atum, que é leve, fresca, mas com toque de maior sabor entregue pela cebola.

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Depois, há opções vegetarianas como a coliflor crujiente, que procuram assegurar maior diversidade ainda à carta mas, apesar de gostar muito de legumes, preferi guardar espaço para a sobremesa. É que um dos clássicos que ficou da carta anterior dá pelo nome de churros e, garantimos-lhe, não deixe de pedir porque é um pecado dos deuses.

A experiência estende-se à carta de bebidas, onde cocktails com tequila e mezcal, margaritas – lá teve que vir uma – e combinações tropicais complementam os sabores da cozinha e contribuem para um ambiente vibrante.

«A identidade do La Ruda estende-se para além da comida, assumindo também uma forte componente estética e cultural. O projeto de arquitetura, assinado pelo estúdio Autoctone, traduz uma abordagem contemporânea que dialoga com a energia criativa do Lx Factory. No exterior, destaca-se o mural de arte urbana assinado por Pedro Peixe, do Estúdio Altura, uma intervenção visual marcante que reforça a identidade do espaço e que promete afirmar-se como um dos pontos mais fotografados do Lx Factory, criando uma ligação direta entre comida, arte e cidade», declaram os responsáveis.
Mais do que uma cantina, o La Ruda quer ser visto como um espaço de encontro, onde a cozinha mexicana ganha uma nova leitura em Lisboa, autêntica, partilhada e com uma forte identidade visual.




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