No Bougain, o Inverno é aconhego

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05/12/2024
13:03
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No Bougain, o Inverno é aconhego

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M.ª João Vieira Pinto

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Há um ditado que diz que não se deve voltar aos lugares onde já fomos felizes. Pois eu, que sou teimosa, não só voltei, como voltei a ser feliz. Tudo isto a propósito do Bougain – o restaurante de Miguel Garcia bem no centro de Cascais – e do seu menu de Inverno.

Já pelo início do Verão lá tinha ido e prometido voltar. Os dias, semanas e meses passaram até que agora lá me meti novamente a caminho para confirmar aquilo que já sabia: está-se bem, muito bem por ali. É que o Bougain é comida, mas é muito mais que isso. É serviço e cuidado. E é um ambiente onde apetece estar, como se nos evadíssemos daqui e aterrássemos numa outra paragem onde um cenário de verde aconchega!

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A desculpa, desta vez, era a de experimentar algumas sugestões de conforto para esta época do ano. Digamos que não precisávamos de desculpa, mas lá fomos com essa ideia. Se bem que acabámos por virar o bico ao prego e cumprimos pouco da promessa…

Então, nesta carta que agora chega às mesas, o que mais se destaca é o trio de Wellingtons. Ao tradicional de carne de vaca, junta-se a versão com salmão e espinafres e a vegetariana com abóbora, sendo que o referido trio passou a integrar uma nova secção fixa na carta. Mas há mais por aqui, entre o lombo de bacalhau com broa e tapenade de azeitona, as bochechas de porco preto com arroz cremoso e queijo da ilha ou o toucinho do céu. Numa cozinha identitária, com assinatura da chef Diana Roque, serve-se ainda sabores fortes como a sopa de cebola gratinada e a bomba de chocolate com caramelo salgado cremoso, para fechar.

Em almoço de domingo com sol a acompanhar, a verdade é que o que começou por nos chegar foi uma bela dose de ostras do Sado, bem gordas como se quer e com (ligeiro) sabor a mar. Claro que não houve como resistir à dita da sopa de cebola, ou não fosse um prato de memória. É de aconchego esta e, se é dos que come pouco, quase que serve de refeição. Não foi o caso, diga-se!

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Seguimos para o prato principal com uma dúvida quase existencial, entre tirar a prova dos nove aos Wellington ou, em dia a cheirar a Primavera, repetir o arroz de carabineiro e citrinos. Pois que o sol nos inspirou e nos levou a adiar o primeiro pedido para outras núpcias, seguindo para o belo do arroz.

Se já tinha sido feliz antes, voltei a sê-lo que a chef sonhou e confecionou bem esta receita.

Assim como (re)comprovei que por ali também não se brinca quando é hora de pedir por um doce, Tiramisu neste caso. A gula é um pecado, eu sei. Mas deve haver pecados piores…

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Numa carta onde o clássico se cruza com o internacional, sem complicar, o Bougain continua igual a si mesmo desde que se instalou no rés-do-chão e jardins do 13 da Avenida Valbom.

No total, são 75 lugares entre a sala interior e os espaços exteriores, numa casa aberta sete dias por semana. Ah, e mesmo que chova, há lugares no exterior que se quiseram bem protegidos e onde se pode almoçar ou jantar com o maior conforto. Saiba ainda que durante o fim de semana é possível aproveitar ainda melhor o espaço, porque os horários de almoço foram estendidos, com reservas até às 16h30.

 

 

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NOTA:

Bougain Restaurant & Garden Bar Av. Valbom 13 2750-508 Cascais Horário 2ª a 6ªf Almoço: 12h30 às 15h Jantar: 19h às 23h Fins de semana Almoço: 12h30 às 16h30 Jantar: 19h às 23h

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico

 




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