“Nascido em Portugal”. Volkswagen reforça etiqueta “Made in Portugal” com o novo T-Roc

Depois do Taigo, que foi apresentado ao mercado há menos de dois meses, a Volkswagen continua a sua ofensiva de produto no segmento dos SUVs, desta feita com o lançamento da nova geração do best-seller T-Roc, que já ultrapassou a barreira de um milhão de vendas a nível internacional. O modelo, que é produzido em Portugal desde 2017, deverá reforçar a força exportadora da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, de onde saem mais de 210 mil unidades por ano para todo o Mundo.

Trata-se da nova geração do modelo que no ano passado foi o mais vendido pela marca automóvel no mercado nacional, representando 21,7% das vendas totais da fabricante – o que significa que um em cada cinco veículos Volkswagen comercializados foi um T-Roc – e alcançando uma quota de mercado de 2,6% (vs. 1,7% em 2020).

O novo T-Roc traz mudanças no aspecto exterior e também no interior, em relação à versão anterior, e vem consolidar a aposta da Volkswagen no segmento A0 (crossover). «É um modelo que tem uma importância fundamental para a marca, ainda para mais num segmento tão relevante como o dos SUVs, que no ano passado representou 42,3% das vendas de automóveis novos no mercado português [dados ACAP – Associação Automóvel de Portugal]», afirmou Marília Machado dos Santos, directora-geral da Volkswagen, durante a apresentação aos jornalistas, que decorreu na Autoeuropa.

Com este novo lançamento, a Volkswagen pretende reforçar a mensagem de que o T-Roc é produzido em Portugal – de resto, é o modelo de maior volume de produção a sair da Autoeuropa, ocupando 95% do programa diário de produção – e isso será visível não só em termos de comunicação, como também ao nível da estratégia de produto.

É que além das versões T-Roc (gama de entrada), Life (intermédia), Style (conforto), R-Line (desportiva) e Cabrio (descapotável), a marca vai apostar no lançamento da versão especial T-Roc@PT, com um design ligeiramente diferente e opções à medida do público português, tais como um novo tablier em “slush” (em vez de plástico), faróis dianteiros em LED, jantes em liga leve de 17 polegadas, vidros traseiros escurecidos e ar condicionado “Climatronic” com funções touch, entre outras.

«Queremos mostrar que o T-Roc é produzido com os mais altos padrões de qualidade aqui, na Autoeuropa. A versão @PT será para acentuar a portugalidade do modelo. Faz sempre sentido comunicar o “Made in Portugal”», sublinhou Marília Machado dos Santos. De acordo com a responsável, esta edição especial contará com uma «série de equipamentos que faz mais sentido para o consumidor português e novas possibilidades de personalização». Já a campanha publicitária que promove o novo T-Roc irá estrear hoje em diversos meios, colocando o ênfase no conceito “Nascido em Portugal”.

O novo T-Roc estará disponível apenas nas motorizações térmicas (diesel e gasolina), não «estando previsto o lançamento de uma versão híbrida nem eléctrica», adiantou a directora-geral da Volkswagen. O preço do novo modelo começa nos 28.862 euros (versão 1.0 TSI 110cv Life) e vai até aos 56.526 euros (versão 2.0 TSI 300cv R).

De Portugal para o Mundo

Alemanha, Itália e França são os principais mercados de exportação do T-Roc, a partir da Volkswagen Autoeuropa, de onde saem por dia cerca de 250 veículos por via ferroviária com destino ao porto de Setúbal. «Este é um modelo muito importante para a marca e que mudou o paradigma da fábrica [Autoeuropa], que deixou de ser a casa do Sharan para passar a ser a casa do T-Roc», conforme disse Thomas Hegel Gunther, director-geral da Volkswagen Autoeuropa. Além destes dois modelos, também o SEAT Alhambra é produzido em Palmela, na fábrica que está equipada com uma única linha de produção multi-flexível, que permite produzir qualquer um destes modelos, em qualquer versão.

A fábrica portuguesa da Volkswagen iniciou operação em 1995, tendo produzido até ao momento mais de 3,34 milhões de unidades. No ano passado, dali saíram 210.754 veículos, uma quebra de cerca de 50 mil unidades em relação a 2020 e que reflecte sobretudo os efeitos da pandemia de Covid-19 no sector automóvel, nomeadamente a crise de semicondutores que tem atrasado a produção e que chegou a obrigar a algumas paragens temporárias da fábrica no ano passado.

Apesar destas condicionantes, neste momento, a Autoeuropa mantém a produção de forma contínua, mas tem milhares de unidades estacionadas em dois parques junto à fábrica, à espera de componentes para que possam ser finalizadas e entregues. «Como todos sabemos, atravessamos um momento difícil. Apesar de tudo, a Volkswagen tem mantido o plano de produção previsto», garantiu Thomas Hegel Gunther.

Actualmente, esta unidade fabril no distrito de Setúbal conta com 5124 colaboradores e contribui para cerca de 5% das exportações nacionais e 1,5% do PIB.

Texto de Daniel Almeida

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