Há uma nova agência de marketing a operar dos dois lados do Atlântico. Chama-se VRTX, é liderada por Nuno Pinhel e quer diferenciar-se por uma abordagem que rejeita campanhas e ações isoladas em favor de sistemas de marketing ligados ao negócio, aos dados e aos objetivos de crescimento.
Com operação em Portugal e no Brasil, a agência atua nas áreas de estratégia, marketing digital, gestão de redes sociais, design gráfico, paid media, desenvolvimento de websites e landing pages e otimização de funis comerciais. A assinatura resume a ambição do projeto: ser o ponto “onde o marketing deixa de ser tentativa e passa a ser uma decisão”.
“O nosso foco não é apenas ‘fazer marketing’, mas construir uma operação que ligue atenção, confiança e venda. Trabalhamos desde o diagnóstico do negócio e da oferta, até à execução, análise e otimização contínua. O nosso target são empresas ou profissionais que já têm um produto ou serviço validado, mas que sentem a necessidade de crescer com mais direção, estratégia e consistência”, explica Nuno Pinhel, fundador e CEO da VRTX, citado em comunicado.
“Não trabalhamos ações soltas, trabalhamos sistemas”
É precisamente na forma de abordar os projetos que Nuno Pinhel identifica uma das principais diferenças da VRTX. Em vez de aceitar qualquer pedido de execução, a agência quer primeiro perceber se estão reunidas as condições para que o marketing possa produzir os resultados esperados.
“Muitas agências são lideradas por pessoas que sempre estiveram em agências e não do outro lado da barricada. Eu já estive e sei bem como o cliente pensa, o que espera, o que quer e o que procura”, afirma o responsável, referindo a experiência acumulada enquanto profissional de marketing.
O percurso inclui uma passagem pela Sonae MC, onde trabalhou em projetos ligados a marcas como o Cartão Continente e o Continente Online, e pelo Grupo Agris, onde geriu a Agriloja. Foi também presidente da BASE IPAM, empresa júnior de marketing, e consultor de empresas. É esta experiência do lado do cliente que Nuno Pinhel pretende transportar para a nova agência.
“Na forma como trabalhamos, a principal diferença está na forma como olhamos para o marketing. Não trabalhamos ações soltas, trabalhamos sistemas. Não fazemos nada que não faça sentido naquela altura para o cliente e, aliás, rejeitamos esse tipo de projetos. Não aceitamos projetos que sabemos que o resultado final não será nunca o que o cliente quer porque lhe falta trabalhar muita coisa antes”, sublinha.
A consequência é também uma maior seletividade na entrada de projetos. “Não fazemos nada que não faça sentido naquela altura para o cliente e, aliás, rejeitamos esse tipo de projetos”, afirma. A agência diz não aceitar trabalhos quando identifica que existem problemas estruturais que precisam de ser resolvidos antes de avançar para a execução de marketing.
O objetivo, acrescenta, é garantir que “cada ação tem um papel dentro do crescimento da marca”.
Uma agência entre dois mercados
A operação simultânea em Portugal e no Brasil é outra das características que a VRTX pretende transformar em vantagem competitiva. Com clientes nos dois países, a agência considera que esta presença permite cruzar aprendizagens de dois mercados que partilham a língua, mas apresentam diferenças relevantes em termos de comportamento do consumidor, comunicação e ritmo de negócio.
“O Brasil é um mercado muito acelerado, competitivo e criativo na forma como comunica. Portugal, por outro lado, tem um comportamento mais prudente, relacional e muito assente na confiança”, compara Nuno Pinhel.
A intenção é precisamente fazer circular essas aprendizagens nos dois sentidos, com Portugal a poder beneficiar de uma abordagem mais rápida, ousada e orientada para a performance, enquanto o Brasil pode receber uma perspetiva mais estruturada e focada na construção de marca.
“Estar entre os dois permite-nos cruzar aprendizagens. Conseguimos trazer para Portugal uma visão mais ousada, rápida e orientada para a performance e levar para o Brasil uma abordagem mais estratégica, estruturada e focada na construção de marca. Para os clientes, isto traduz-se em projetos com mais contexto, mais sensibilidade cultural e maior potencial de crescimento”, defende o fundador da VRTX.
A VRTX arranca atualmente com uma equipa de sete colaboradores e vários projetos e clientes em desenvolvimento nos dois mercados, sendo que a ambição passa por afirmar-se como uma referência na área de marketing estratégico e crescimento digital entre Portugal e Brasil. Mais do que uma agência de execução, o objetivo é ocupar o espaço de parceiro de crescimento para empresas que pretendem escalar.
“Queremos ser reconhecidos não apenas como uma empresa que executa, mas como um parceiro de crescimento para marcas que querem escalar com direção”, resume Nuno Pinhel.












