Não existem limites para a tecnologia: cientistas criam lentes de contacto que enviam choques elétricos “para melhorar o humor”

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23/05/2026
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Não existem limites para a tecnologia: cientistas criam lentes de contacto que enviam choques elétricos “para melhorar o humor”

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Investigadores sul-coreanos criaram lentes de contacto inteligentes capazes de estimular circuitos cerebrais ligados ao humor, apresentando resultados promissores em modelos animais. A tecnologia surge como uma alternativa potencial à medicação tradicional no tratamento de problemas de saúde mental, como a depressão.

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O estudo, publicado no  The Conversation , descreve o funcionamento destas lentes de contacto, que emitem sinais elétricos suaves através da retina. A técnica utilizada, conhecida como interferência temporal, combina duas frequências elétricas ligeiramente diferentes, de forma a concentrar o estímulo exatamente no ponto onde os sinais se cruzam, atingindo teoricamente áreas cerebrais associadas à regulação do humor.

Os testes iniciais foram realizados em camundongos com comportamentos depressivos induzidos por hormonas do stress. Após a utilização das lentes, os animais apresentaram melhorias significativas nesses comportamentos. No entanto, os cientistas alertam que estes resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que o modelo animal não reproduz totalmente a complexidade da depressão em seres humanos.

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Outro fator limitante é que os ratos usados no estudo tinham fotorreceptores danificados, condição necessária para que os sinais elétricos não fossem interferidos pela visão normal. Isto significa que, tal como testadas, as lentes ainda não seriam eficazes em indivíduos com retinas saudáveis.

Além disso, há desafios técnicos e práticos para a aplicação em humanos: os olhos humanos ajustam constantemente o foco alterando a forma da lente, algo que não acontece nos ratos, o que pode comprometer a precisão do estímulo elétrico. A produção destas lentes inteligentes também envolve custos elevados, cuidados rigorosos de higiene e segurança, bem como gestão cuidadosa de dados médicos sensíveis.




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