O Mundial de Futebol de 2026 não está apenas a gerar expectativa dentro das quatro linhas. Fora dos relvados, o impacto do maior evento desportivo do mundo já se faz sentir nos mercados financeiros, onde Nike, Adidas e Puma protagonizam uma intensa competição pela confiança dos investidores.
Apesar de continuar a ser uma das marcas mais influentes no setor desportivo, a Nike enfrenta um ano desafiante. As ações da empresa norte-americana acumulam uma queda próxima dos 31% desde o início de 2026, refletindo um abrandamento nas vendas no primeiro trimestre e um período de transição sob a liderança do novo CEO, Elliott Hill. A empresa avançou ainda com um plano de reestruturação que inclui o corte de cerca de 1.400 postos de trabalho, equivalente a 2% da sua força laboral global, escreve o Merca 20.
Ainda assim, a presença da Nike no Mundial mantém-se expressiva, sendo responsável pelo equipamento de várias seleções de destaque, incluindo Brasil, França, Inglaterra e Estados Unidos, o que deverá garantir elevada visibilidade durante a competição.
Em sentido contrário, a Adidas apresenta um desempenho mais estável. As ações da empresa alemã registam uma valorização de cerca de 1,8% em 2026, sustentadas por um crescimento de 7% nas vendas no primeiro semestre. A marca chega ao Mundial com uma forte presença, equipando 14 seleções, entre as quais Argentina, Alemanha, Espanha e Bélgica.
No entanto, nem tudo tem sido positivo para a Adidas. A marca esteve recentemente envolvida em polémica relacionada com a produção de equipamentos para a seleção mexicana, após denúncias de alegadas condições laborais inadequadas por parte de artesãs envolvidas no projeto.
Já a Puma destaca-se pelo crescimento mais acentuado entre as três, com uma valorização superior a 20% nas suas ações desde o início do ano. A empresa alemã equipa 11 seleções e tem vindo a diversificar a sua atuação, apostando em novas áreas como o fitness funcional.
Este movimento surge num contexto de reestruturação interna, com ajustes operacionais e estratégicos destinados a recuperar o dinamismo das vendas. Em paralelo, têm surgido rumores de interesse de potenciais compradores, embora sem qualquer confirmação oficial até ao momento.
Para além destas três gigantes, outras marcas continuam a ganhar relevância no setor. A japonesa ASICS, por exemplo, tem beneficiado do crescimento do segmento de corrida e da moda urbana, consolidando a sua posição nos mercados globais.
Com o Mundial 2026 no horizonte, fica claro que a competição entre marcas vai muito além do desporto, estendendo-se aos mercados financeiros, onde visibilidade, desempenho e estratégia serão determinantes para conquistar investidores.












