MTV revela evolução da comunidade LGBTQ em Portugal

A MTV reuniu os depoimentos de mais de três mil portugueses e descobriu como a relação com a comunidade LGBTQ tem evoluído: 69% dos inquiridos defende que os Direitos Humanos devem ser aplicados a todos, independentemente da sua orientação sexual; 63% considera que a Protecção e a Igualdade de Direitos devem ser aplicadas também a todos; e 54% garante ter um amigo próximo ou alguém na família com preferências sexuais por pessoas do mesmo género.

Porém, se estes números apontam para uma evolução positiva e no sentido da tolerância, o mesmo estudo revela outros dados que mostram como ainda há trabalho a fazer. De acordo com a MTV, aproximadamente duas em cada cinco pessoas LGB ainda enfrentam situações de rejeição ou desprezo por parte da família quando assumem a sua orientação sexual.

Além disso, duas em cada cinco já passaram por pelo menos uma situação de descriminação no local de trabalho. Ciente de que é preciso falar sobre o tema, a MTV Portugal está a preparar uma programação especial para o próximo dia 23, data em que se realiza o Arraial Pride Lisboa. Neste dia, será possível assistir a “True Life: We Are Orlando”, “Laverne Cox Presents The T World” e “TRANSformation”.

Visão global

Além de Portugal, o mesmo estudo abrangeu outros 76 países, tendo sido realizado em colaboração com a Logo, Viacom, RIWI Corp., Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais (ILGA) e a Advocacia e Serviços para idosos LGBT (SAGE).

As conclusões globais revelam que o nível de atitudes favoráveis em relação à comunidade LGBTQ tem aumentado nos últimos cinco anos, bem como o apoio internacional para a igualdade de casamentos.

Relativamente ao papel dos meios de comunicação, o estudo demonstra que pode ter tanto impacto como conhecer alguém LGBTQ: uma em cada quatro das pessoas que diz não conhecer alguém que se sinta atraído pelo mesmo sexo considera que a representação desta comunidade na televisão, por exemplo, contribuiu para mudar positivamente a sua perspectiva.

A par disso, um em cada quatro inquiridos estaria mais predisposto a aceitar alguém LGBTQ se a sua celebridade preferida também o fizesse.

«Estas descobertas referem a importância de reflectir as histórias do nosso público no portefólio de conteúdo da Viacom», afirma Christian Kurz, vice-presidente Sénior de Global Consumer Insights da Viacom. «A arte de representar nos meios de comunicação tem um papel importante para moldar a percepção das pessoas e as atitudes globais, sendo que contar histórias inclusivas continua a ser uma prioridade para todas as nossas marcas e ecrãs», conclui, em comunicado.

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