Desde um hotel instalado num antigo mosteiro à pernoita numa histórica fábrica de porcelana, passando por uma casa senhorial, a Montebelo Hotels & Resorts promete experiências que vão muito além da estadia
Ao longo dos últimos anos, a Montebelo Hotels & Resorts tem vindo a afirmar-se como uma marca hoteleira profundamente ligada à recuperação e valorização de património histórico. Hoje, este é um eixo importante da identidade da marca e da experiência proporcionada nas suas unidades, onde a história, a autenticidade e a ligação ao território são componentes transversais e diferenciadoras, sem abdicar do conforto esperado em hotéis clássicos e de um elevado nível de serviço.
Na verdade, a Montebelo Hotels & Resorts, que pertence ao Grupo Visabeira, não tem a sua génese exclusivamente nessa dimensão patrimonial. A primeira unidade da cadeia, o Montebelo Viseu Congress Hotel & Spa, posiciona-se como um hotel clássico, pensado com o objectivo de dotar a região do seu primeiro hotel de cinco estrelas. Com o passar dos anos, a Visabeira Turismo começou a investir em projectos com uma dimensão histórica, cultural e arquitectónica mais vincada.
Hoje, são várias as unidades hoteleiras que traduzem essa visão. O Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel é um dos casos mais emblemáticos, por representar a reabilitação de um edifício com enorme relevância histórica e pela sua relação directa com uma das zonas patrimoniais mais importantes do País. Instalado no coração do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça – classificado como Património Mundial pela UNESCO –, o edifício foi alvo de uma intervenção assinada pelo arquitecto Eduardo Souto Moura, tendo já conquistado diversos prémios nacionais nas áreas da reabilitação urbana e da preservação do património.
Outro exemplo é o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, uma unidade profundamente ligada ao universo da Vista Alegre, à sua história industrial, artística e cultural. Ali, a hotelaria convive com a memória da porcelana, com o museu, a capela, o bairro operário e todo um património que faz parte da identidade de Ílhavo e da história industrial portuguesa.
Também a Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, representa uma ligação muito forte ao património, à história, ao território, à produção agrícola, aos vinhos do Dão e aos produtos locais. É uma unidade onde a experiência hoteleira se cruza com a memória de uma casa histórica e com actividades muito ligadas à região.
«O que une estes projectos é precisamente a ideia de que a hotelaria deve respeitar o lugar onde nasce. Não queremos descaracterizar os activos patrimoniais, mas sim dar-lhes uma nova vida, tornando-os economicamente sustentáveis, abertos ao público e relevantes para novas gerações de visitantes », afirma Jorge Costa, administrador da Visabeira Turismo. «Une-os também a visão de que a hotelaria pode ser uma forma de valorização cultural e territorial. Cada projecto tem a sua identidade própria, mas todos partem da mesma matriz: recuperar, preservar, reinterpretar e criar experiências hoteleiras de qualidade, com ligação real ao destino», acrescenta.
Equilibrar o passado e a modernidade
Na base da estratégia da Montebelo Hotels & Resorts está, assim, a convicção de que a hotelaria pode ter um papel muito relevante na recuperação de edifícios, lugares e memórias que fazem parte da identidade dos territórios. Contudo, por maior que seja a carga histórica ou patrimonial de uma unidade, há uma premissa que nunca é descurada: o conforto e a qualidade de um hotel clássico têm de estar sempre garantidos.
Por isso, o desafio passa, sobretudo, por respeitar a memória dos edifícios sem os transformar em espaços parados no tempo, assegurando, ao mesmo tempo, tudo aquilo que um cliente contemporâneo valoriza num hotel. «Hoje, o turista valoriza património e autenticidade, mas também espera conforto, funcionalidade, qualidade de serviço, tecnologia, bem-estar, boa gastronomia e uma experiência fluida. Conseguir conciliar estes dois mundos é difícil, mas é precisamente aí que a Montebelo se distingue», salienta Jorge Costa.
No Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, por exemplo, a experiência não se limita à estadia. Os hóspedes podem visitar o Museu Vista Alegre, conhecer a história da marca, contactar com a arte da porcelana e perceber a importância daquele lugar no contexto industrial e cultural português. Mas, ao mesmo tempo, encontram um hotel confortável, contemporâneo e adaptado às expectativas actuais. «O exemplo da Vista Alegre é muito claro. Estamos a falar de uma zona com uma forte matriz industrial, ligada à produção de porcelana e à história de uma das marcas portuguesas mais reconhecidas. Com a recuperação e valorização daquele património, esse território passou a afirmar-se também como uma referência no turismo nacional, juntando hotelaria, cultura, contexto museológico, património industrial, arte, design e experiências. Ou seja, aquilo que era sobretudo um espaço industrial transformou-se num destino turístico e cultural», frisa o administrador da Visabeira Turismo.
Na Casa da Ínsua, a experiência passa também pelo contacto com o território: o vinho, o queijo, os jardins, a história da casa e as tradições da região. Já no Montebelo Mosteiro de Alcobaça, o próprio edifício, a sua escala e a envolvente patrimonial criam uma experiência diferenciada, mas sempre com a preocupação de oferecer conforto, serviço e funcionalidade.
Num mercado altamente competitivo, como o da hospitalidade, onde muitas unidades podem apresentar níveis de conforto semelhantes, a diferença está, muitas vezes, naquilo que torna cada hotel irrepetível. E é aí que o património, quando bem tratado e integrado numa experiência contemporânea, se transforma numa vantagem competitiva para a Montebelo.
Chancela Preferred Hotels & Resorts
O forte pendor da Montebelo Hotels & Resorts pela vertente patrimonial e cultural reflecte-se ainda na unidade da marca em Lisboa, o Montebelo Vista Alegre Lisboa Chiado Hotel. Situado no centro histórico da capital, perto de alguns dos principais eixos culturais e turísticos da cidade, este cinco estrelas distingue-se no mercado lisboeta, e mesmo dentro do portefólio da Montebelo, pelo seu conceito: uma unidade urbana, estilo boutique, muito ligada ao universo Vista Alegre, à arte da mesa, ao design, à porcelana e ao património cultural português. O resultado é uma experiência que cruza hotelaria, design, história, cultura e sofisticação contemporânea.
Recentemente, esta unidade hoteleira integrou a prestigiada rede internacional Preferred Hotels & Resorts, após um rigoroso processo de selecção. De acordo com Jorge Costa, este é um passo com um «significado estratégico muito importante» e que permitirá «posicionar o hotel num circuito qualificado, sem perder aquilo que é essencial na nossa marca: a autenticidade, a ligação ao território e a diferenciação pela história, pelo design e pela cultura portuguesa».
A expectativa com esta associação à Preferred Hotels & Resorts, que beneficia de uma forte capacidade de distribuição e notoriedade, passa ainda pelo aumento de visibilidade da marca Montebelo junto de operadores, agências, clientes de luxo e programas de fidelização em mercados emissores-chave. «Mais do que aumentar apenas volume, o objectivo é melhorar a qualidade da procura: estadias com maior valor acrescentado, clientes com maior interesse por cultura, gastronomia, design e experiências diferenciadas, e mercados emissores que contribuam para reduzir a dependência de ciclos muito concentrados ou de apenas alguns canais de distribuição», sublinha Jorge Costa.
Quanto ao futuro, a reabilitação de património continuará a ser uma área fulcral para o Grupo Visabeira e a Montebelo. O objectivo passa por consolidar a presença e crescer com critério em Portugal e também em Moçambique, onde têm uma presença muito relevante.
«Queremos consolidar uma marca hoteleira com identidade, qualidade e ligação forte à cultura, ao património e aos destinos onde está presente. A nossa prioridade é desenvolver projectos que tenham sentido económico, turístico e territorial, e que possam acrescentar valor real às comunidades onde nos inserimos», conclui o responsável.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Turismo”, publicado na edição de Maio (n.º 358) da Marketeer.














