De acordo com a Juniper Research, metade das interações em campanhas digitais provém de bots ou scripts automatizados, o que reduz o alcance real dos anúncios, refere a Meta20. «Estudos indicam que entre 70% e 80% dos utilizadores já detetaram publicidade enganosa, pelo que se estima que, diariamente, eram exibidos até 15 mil milhões de anúncios de ‘alto risco’ nas plataformas da Meta».
No vasto ecossistema digital, onde cada clique se traduz em receita, a Meta parece ter identificado um ponto cego que se revelou surpreendentemente lucrativo. Segundo documentos internos revelados pela Reuters, a empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp terá obtido cerca de 10% dos seus rendimentos globais em 2024 — cerca de 16 mil milhões de dólares — através de publicidade ligada a esquemas fraudulentos, produtos ilegais e campanhas enganosas, algo comum e quase inevitável nas redes sociais.
Os documentos revelam que a empresa já projetava internamente a dimensão do problema desde finais de 2024. “Estimava-se que, todos os dias, eram exibidos até 15 mil milhões de anúncios de ‘alto risco’, com sinais evidentes de serem fraudulentos ou ilegais. Entre estes incluíam-se casinos online sem licença, produtos médicos proibidos e esquemas piramidais, todos com um elemento comum: geravam cliques, tráfego e, consequentemente, receita”, refere a mesma noticia.
Num dos relatórios, os próprios equipas da Meta reconhecem que 2os rendimentos provenientes desta categoria de anúncios alcançavam cerca de 7 mil milhões de dólares anuais, apenas na porção mais arriscada do inventário publicitário”, escreve o Meta20.













