A Talents acaba de lançar o The Club, um novo departamento focado na representação e desenvolvimento de talentos emergentes, numa altura em que o marketing de influência atravessa uma mudança estrutural.
” The Club, como resposta estratégica à evolução do mercado”, refere a Talents em comunicado.
Apesar de ser uma novidade na estrutura da agência, esta abordagem não é nova. Desde a sua fundação, a Talents tem vindo a apostar em criadores em fase de crescimento, acompanhando-os de forma próxima. Com o aumento da carteira de talentos, tornou-se necessário criar uma área dedicada exclusivamente a este segmento.
“O The Club nasce porque percebemos que os talentos emergentes exigem um acompanhamento diferente. Não basta representar; é preciso construir uma estratégia de longo prazo”, explica Ana Patrícia, executive director of Talent & Business Strategy.
O novo departamento tem como missão identificar criadores numa fase inicial da sua carreira, definir estratégias personalizadas e acompanhá-los até se afirmarem como referências nas suas áreas.
A criação do The Club acompanha uma tendência clara no setor. Os grandes números deixaram de ser garantia de impacto e engagement. Em 2026, os micro-influenciadores apresentam uma taxa média de engagement de 3,86% no Instagram, enquanto os mega criadores ficam pelos 1,21%. Já os nano-influenciadores podem atingir valores entre 4% e 8%, evidenciando uma relação mais próxima com as suas audiências.
Do lado das marcas, a mudança também é evidente: 73% afirmam privilegiar criadores de menor dimensão e 74% estão a reforçar o investimento em programas de creators, integrando-os em estratégias orientadas por métricas como retorno sobre investimento e custo de aquisição.
Mais do que uma unidade de gestão, o The Club pretende posicionar-se como um espaço de construção de carreiras, focado no desenvolvimento sustentável de talento e na criação de relações mais autênticas entre criadores e marcas. O objetivo passa por preparar uma nova geração de influenciadores para um mercado onde a relevância já não se mede apenas em escala, mas sobretudo em ligação e confiança.












