Menopausa pode valer 350 mil milhões de dólares: o mercado que as marcas ainda estão a deixar escapar

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02/10/2026
15:27
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Menopausa pode valer 350 mil milhões de dólares: o mercado que as marcas ainda estão a deixar escapar

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A longevidade feminina está a ganhar peso enquanto oportunidade de negócio, com a menopausa a representar um potencial de 350 mil milhões de dólares em procura não satisfeita, segundo um estudo da Boston Consulting Group (BCG), realizado para o St. Moritz Longevity Forum.

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A análise envolveu mais de 10 mil pessoas em 12 países e conclui que as mulheres em perimenopausa e menopausa estão entre os consumidores que mais procuram soluções relacionadas com longevidade.

Este grupo gasta, em média, 84 dólares por mês em produtos, serviços e tratamentos associados à longevidade, acima dos 68 dólares gastos por outras mulheres e dos 73 dólares registados pelos homens.

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A procura poderá aumentar. Cerca de um terço das mulheres inquiridas afirma estar disponível para elevar a despesa mensal para 108 dólares, desde que encontre soluções com resultados comprovados.

O estudo identifica oportunidades para empresas dos setores da saúde, bem-estar, alimentação, suplementos, tecnologia e serviços, sobretudo porque o interesse pela longevidade começa antes da menopausa.

Segundo a análise, alterações hormonais e questões relacionadas com a fertilidade, que surgem em média entre os 36 e os 38 anos, aumentam em oito pontos percentuais o interesse pela saúde de longo prazo.

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Apesar da procura, a satisfação com as soluções disponíveis ronda apenas os 50%, revelando espaço para novas propostas dirigidas às diferentes fases da vida feminina.

O acompanhamento médico é outra das áreas onde existem diferenças. 63% das mulheres afirma consultar um médico por questões hormonais, enquanto 78% o fazem quando enfrentam problemas cardiovasculares.

Para o estudo, estes dados mostram que a longevidade feminina constitui uma oportunidade ainda pouco explorada, num mercado onde existe procura por soluções mais específicas e adaptadas às necessidades das mulheres.

“Os primeiros que conseguirem falar melhor com o mercado dos 55+ vão ter uma vantagem enorme”, Céline Abecassis-Moedas, pro-reitora da Universidade Católica Portuguesa




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