A longevidade feminina está a ganhar peso enquanto oportunidade de negócio, com a menopausa a representar um potencial de 350 mil milhões de dólares em procura não satisfeita, segundo um estudo da Boston Consulting Group (BCG), realizado para o St. Moritz Longevity Forum.
A análise envolveu mais de 10 mil pessoas em 12 países e conclui que as mulheres em perimenopausa e menopausa estão entre os consumidores que mais procuram soluções relacionadas com longevidade.
Este grupo gasta, em média, 84 dólares por mês em produtos, serviços e tratamentos associados à longevidade, acima dos 68 dólares gastos por outras mulheres e dos 73 dólares registados pelos homens.
A procura poderá aumentar. Cerca de um terço das mulheres inquiridas afirma estar disponível para elevar a despesa mensal para 108 dólares, desde que encontre soluções com resultados comprovados.
O estudo identifica oportunidades para empresas dos setores da saúde, bem-estar, alimentação, suplementos, tecnologia e serviços, sobretudo porque o interesse pela longevidade começa antes da menopausa.
Segundo a análise, alterações hormonais e questões relacionadas com a fertilidade, que surgem em média entre os 36 e os 38 anos, aumentam em oito pontos percentuais o interesse pela saúde de longo prazo.
Apesar da procura, a satisfação com as soluções disponíveis ronda apenas os 50%, revelando espaço para novas propostas dirigidas às diferentes fases da vida feminina.
O acompanhamento médico é outra das áreas onde existem diferenças. 63% das mulheres afirma consultar um médico por questões hormonais, enquanto 78% o fazem quando enfrentam problemas cardiovasculares.
Para o estudo, estes dados mostram que a longevidade feminina constitui uma oportunidade ainda pouco explorada, num mercado onde existe procura por soluções mais específicas e adaptadas às necessidades das mulheres.












